Esta belíssima declamação poética de vida foi escrita por Raul Pompéia, no século XIX, em seu famoso livro O Ateneu. Para quem não conhece a obra, Ateneu é o nome do Colégio interno, glorioso e magnífico, no qual a elite matriculava seus “varões”. O livro é um mergulho no tempo, pois é narrado pelo próprio personagem principal, Sérgio, contando sua vida de menino dentro do Colégio. Sãos os olhos de Sérgio adulto, acompanhando e resgatando o passado, que constituem o romance, com suas peripécias, sofrimentos e magias. Enquanto leitores, somos convidados a partilhar com ele o universo deste Colégio austero, rígido, quase militar, comandado por um insano diretor, Aristarco, megalomaníaco ultra conservador. As relações entre professores e alunos são absolutamente verticais, autoritárias, promovendo o medo e a repressão que herdamos no século XX. Trata-se de uma obra de arte tão magnífica que poderia suscitar diversas reflexões, inclusive sobre o modelo educacional no qual at...