Contra a banalidade do mal, reflexão e conhecimento
É possível que a passagem de um século para o outro, como foi do século XX para o século XXI, tenha cultivado vãs esperanças em muitos de nós, seres humanos mortais desse planeta. É possível ainda que, movidos por certo encantamento pela vida ou ilusão necessária para levantar da cama com energia, acreditemos que o início de um ano aponte sempre para novos olhares, novas relações, conquistas, sonhos e todo o bem que a humanidade precisa fazer valer. De minha parte, mantenho esse ritual do Ano Novo, não por ingenuidade, mas por pura necessidade de criação e uma espécie de redenção acerca do que já aconteceu e não pode ser mudado. 2015 foi um ano atípico? Não tenho muita certeza se foi tão diferente de 2013 e 2014, mas o sentimento generalizado das pessoas indica que sim, que o descontentamento sócio econômico aumentou, as manifestações no campo político continuaram e o ódio no mundo todo, tão preocupante, cresceu. Pois bem, eis o cenário que permanecerá agora, em 2016. Não há...