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Das árvores que choram o desespero da humanidade

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Ouvimos notícias sobre a destruição do planeta Terra o tempo todo, pelo menos há cerca de 40 anos. Não só ouvimos como também somos participantes dessa destruição. Poderíamos ter aprendido a usar os recursos de nosso habitat de outro modo, mas temos escolhido a ambição desmedida aliada ao consumo excessivo. As consequências disso estão em curso, não é preciso muita explicação. Obviamente que ficar procurando culpados não é nada produtivo, pelo contrário, tende a aumentar nossa impotência e gerar um clima de ódio. Discursos que colocam todas as responsabilidades apenas no indivíduo não são lúcidos, são empobrecedores na medida em que não consideram a sociedade em suas relações de poder. Por outro lado, responsabilizar apenas as instituições políticas e governamentais ou os sistemas privados capitalistas que constituem o tal mercado financeiro, incluindo a mídia, contribui com um posicionamento de fuga e omissão. Ainda ouço: “não adianta fazer nada, é perder tempo querer mudar algum...

Pensando alto: nosso futuro no planeta Terra

É triste começarmos o ano de 2010 em estado de comoção nacional, motivado por desastres ambientais que poderiam ser evitados, mas não são. Pelo contrário, são recorrentes e vêm aumentando. Embora um dos assuntos mais discutidos nos dois últimos meses de 2009 tenha sido a 15ª Conferência da ONU sobre o clima, em Copenhague, sabemos do pouquíssimo avanço contemplado nas negociações entre os líderes e chefes de Estado, interessados, pelo que consta, na proteção da espécie humana no planeta. Polêmicas à parte, é consenso que o aquecimento global é um fenômeno tanto natural quanto humano, ou seja, está inserido em ciclos previsíveis da natureza, que já ocorreram em outros momentos da existência da Terra, e ao mesmo tempo é agravado pela ação do homem, que produz excessiva poluição e destruição. A questão que muito tem sido levantada por grandes pensadores contemporâneos é: o planeta sobrevive, se sustenta frente às catástrofes, mas o homem talvez não. Isto posto, significa que somos nós que...