Barbárie e civilização: quem somos nós?
Nesta semana eu morri um pouco... Não, eu não morri porque a cada dia que passa fico mais velha e próxima da morte, naturalmente. Eu não morri porque estou vivendo intensamente todos os instantes, Não é este o meu morrer. Nesta semana eu estou morrendo um pouco a cada minuto... Morro de tristeza ao ver tanta gente insana, pessoas queridas e amadas, tomadas pelo mais sórdido dos afetos: o ódio. Morro de desesperança ao constatar que a mais bárbara das ideologias se apodera de tantos corpos e mentes: o fascismo. Morro de desalento ao perceber que seres humanos frágeis e ressentidos são manipulados por líderes incautos, despossuídos de sabedoria e armados pelo totalitarismo. Quem sobreviverá? A crueldade é uma marca histórica da humanidade, basta consultar os livros e olhar para as ruínas que habitam nossa alma. Mas eu morro porque insisto em alguma fé, Uma certa ternura diante da precariedade do outro, Da diferença que exclui e violenta. Muitos clamam pe...