terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Para um novo ano

Nada de lição de moral, nem torturas mentais ou conselhos à moda auto-ajuda.
Não.
É tempo de relaxar e quem sabe refletir, sentir algo que possa tocar.
Cada qual com suas dores, angústias e alegrias.
Cada qual com seus desejos, alguns realizáveis e outros nem tanto.

Pudéssemos todos nos compreender melhor uns aos outros,
Nos olhar nos olhos uns dos outros,
Nos abraçar com ternura ou nos afastar com carinho, quando necessário.

Talvez ainda possamos, afinal estamos aqui,
juntos e solitários ao mesmo tempo,
tristes e felizes, estranhos e perversos.

Assim é um pouco de nós - ou não??
Para começar de novo, para sonhar mais uma vez um novo ano...

E nele viver tão somente o que for possível!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Manifesto pela criança

Participe da Campanha PUBLICIDADE INFANTIL NÃO.

Em defesa da cidadania e dos direitos da criança, um manifesto, que já conta com o apoio de 72 entidades, aguarda a assinatura de todos aqueles que ficam indignados com os abusos cometidos à infância, sem qualquer punição e dentro da legalidade.

Acesse http://www.publicidadeinfantilnao.org.br/ e proteja seu filho, contribuindo para que ele seja valorizado pelo que é, mais do que pelo que possui.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Publicidade e consumo na infância

Para todos os pais e educadores preocupados com os excessos do mercado, no que diz respeito ao consumo infantil, vale a pena conhecer o Instituto Alana e seus projetos, através do site http://www.alana.org.br/.

Sabemos que a publicidade infanto-juvenil é impiedosa, fazendo uso abusivo de imagens que seduzem passivamente os pequenos e grandes consumidores. Basta observar a TV para constatar que até propagandas de carro estão sendo dirigidas às crianças atualmente.

Muitas pesquisas apontam, inclusive, a obesidade, a agressividade e a erotização precoce como conseqüências do marketing mal intencionado, patrocinado por empresas cujo interesse está focado no lucro, tão somente e a todo custo.

Resta-nos cumprir o papel de tentar proteger as crianças e os adolescentes, visto que a legislação brasileira não o cumpre. Diferentemente dos países mais desenvolvidos, nossa legislação é totalmente condescente com os interesses da publicidade e das grandes empresas.
Lamentável para as crianças, trabalhoso para os adultos.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Drogas: para o bem ou para o mal?

Para refletir com seriedade sobre os problemas que envolvem a temática das Drogas, é preciso redimensionar a principal questão: de quais drogas estamos falando e para que elas estão sendo utilizadas.

Matéria da revista Super Interessante deste mês, A Pílula da Inteligência - A nova geração de drogas pode dar superpoderes ao cérebro, será que devemos tomá-las? - reafirma deliberadamente o paradigma da medicalização de nossa sociedade, apoiada por diversas indústrias farmacêuticas ( o site do fórum sobre o artigo exibe links de seus patrocinadores, é só clicar http://super.abril.com.br/forum/204670_assunto.shtml para conferir)

Do mesmo modo que a indústria da beleza prosperou, sinaliza prosperidade também a farmacêutica do cérebro, vendendo ilusões e milagres grosseiros, sem qualquer ética ou pudor. Médicos neurologistas sérios não cansam de proclamar: medicar sim, medicalizar não. Qual a diferença entre as duas práticas?

Medicar significa utilizar uma droga com finalidades terapêuticas, pautada em condutas criteriosamente definidas. Medicalizar ou patologizar implica em abordar todos os problemas humanos pela ótica da doença, mesmo que não sejam, o que, por conseqüência, vem propiciando uma certa banalização de diagnósticos e indicações terapêuticas medicamentosas.

Para qualquer que seja a angústia ou o medo ou a dor, há algum remédio-droga no mercado. Como se essas drogas autorizadas não tivessem o potencial de vício que as drogas ilícitas têm...
As drogas produzidas pela indústrias farmacêuticas podem trazer tanto prejuízo quanto as drogas dos traficantes, todos sabemos disso. O problema, como o compreendo, é aceitarmos com poucos questionamentos aquilo que as drogas em geral vendem, pílulas da super inteligência, pílulas da felicidade ou da super potência: como o próprio nome diz, através das drogas teremos o prazer sem fim, o sucesso sem custo e, com certeza, a vida sem alma.
Será? Pra que?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Infância e Patologização: crianças sob controle

Muitas crianças estão sendo submetidas a uma prática terapêutica que medicaliza excessivamente a infância, propiciando que diversos comportamentos e dificuldades, principalmente quando relacionados à escola, sejam abordados como doenças, síndromes ou transtornos. Essa lógica patologizante parece dominar o olhar dos profissionais, tanto na área de educação como na de saúde.
Com a finalidade de prevenir a patologização das nossas crianças e adolescentes, chamando à responsabilidade os cuidadores, adultos, educadores e profissionais, o Conselho Regional de Psicologia de SP promove, em Campinas, um importante Debate: A Patologização e Seus Reflexos sobre o Desenvolvimento de Crianças e Adolescentes.
O Encontro será no próximo dia 7/11, 8:30 h, na Subsede de Campinas (19-3243-7877) e reunirá médicos pediatras, neurologistas, psicólogos e educadores.
Parece ser urgente a necessidade de criarmos novos olhares e alternativas, que garantam uma infância tanto mais livre quanto saudável. Afinal, para que servem as camisas de força ou as estratégias de extremo controle?
Será que a contenção química de uma criança colabora para que a sociedade e suas respectivas instituições se sintam mais competentes? Por que? Quem é que realmente precisa se rever e se transformar?

domingo, 25 de outubro de 2009

Em Cena: dificuldades na escola

É um menino inteligente, mas aos olhos dos adultos, não parece.
Sabe levantar pipa, jogar bolinha de gude, andar de bicicleta, desenhar.
Mas não gosta de ficar parado, pensando.
Quando assiste TV, movimenta-se feito macaco no sofá. Quando faz tarefas de escola, não consegue se concentrar. Todos reclamam de sua agitação.
Sua principal cuidadora é a avó, com quem ele briga o tempo todo. Os pais ficam fora, trabalhando.
Na escola, ele quer brincar. Tem 7 anos. É difícil ficar na carteira, prestando atenção na aula.
A professora reclama, os amigos o querem bem. Alguns se chateiam, outros tentam ajudá-lo nas lições.
Certo dia, a professora propõe um jogo diferente, que ele, com muita imaginação, já conhece e domina. É então que todos se surpreendem com as desconhecidas habilidades do menino.

Esta pequena história foi vivenciada por alguns ( ou muitos? ) educadores, na vida real e na ficção do palco psicodramático.
Talvez ela possa nos ajudar a prestar mais atenção nas diversas capacidades que nossas crianças têm, em casa e na escola.
Infelizmente temos o hábito de cobrá-las para que sejam mais responsáveis, organizadas, concentradas em tarefas de conteúdo lógico-formal. Esquecemos da imaginação, da arte, da brincadeira, do contato físico e afetivo, do conhecimento cotidiano através das relações.
Rubem Alves nos ensina que, para ter sentido e valer a pena, a escola precisa estar integrada com a vida, com a aprendizagem que a criança adquire no dia-a-dia: professores e alunos compartilhando um espaço de criação, não apenas de repetição; pais que dediquem tempo aos filhos, não somente para exigir, mas também para ouvir, abraçar, jogar, passear, brincar...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Agentes do Brincar

No sentido de valorizar a criança como sujeito, um ser que pensa, sente e cria, não apenas um objeto de nossa época, apóio neste espaço iniciativas que promovem a cultura da infância. Por isso, registro abaixo o projeto Agentes do Brincar, que vem sendo divulgado pelo movimento Aliança pela Infância.
A Cooperapic e a United Way Brasil convidam para participar do projeto educativo Agentes do Brincar que será desenvolvido em parceria com a IPA Brasil Associação Brasileira pelo Direito de Brincar e apoio da Uni Ítalo.
Este projeto tem como eixo principal o reconhecimento e a valorização do brincar e das atividades lúdicas como primordiais para o desenvolvimento infantil.
O Agentes do Brincar tem por objetivo facilitar o aprendizado e a descoberta da importância do brincar, utilizando a metodologia da Ludoeducação, pois possibilita o desenvolvimento de ações sócio-culturais e lúdicas, utilizada para desencadear processos de educação não-formal com a finalidade de suprir novas necessidades sócio-educativas, que o sistema formal não pode atender.
Esta metodologia abrange a utilização de linguagens artísticas e lúdicas, que possibilitam a valorização multicultural de aspectos que envolvem as ações direcionadas à promoção da cultura da infância.
Informações: Aliança pela Infância www.aliancapelainfancia.org.br