quinta-feira, 12 de abril de 2018

Seminário de Direitos Humanos - Psicologia e Democracia


A Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia promoverá, em Brasília, nos dias 27 e 28 de abril, o VIII Seminário Nacional de Direitos Humanos - Psicologia e Democracia: nenhum direito a menos. A programação já está fechada e as inscrições foram encerradas, mas o evento será transmitido ao vivo pelo site do CFP.

"As mesas de debate vão contemplar diferentes temas, como a guerra contra e entre os pobres, corpos em disputa, produção histórica de violação de direitos de mulheres, LGBTs e negros e negras, cidades e campos possíveis e o papel da mídia."


A importância de divulgar e acompanhar este Seminário reside no fato de estarmos vivendo um período histórico de grande retrocesso global, no que diz respeito às conquistas realizadas pela humanidade após a Segunda Guerra Mundial.
As atrocidades do nazismo proporcionaram o surgimento de novas instituições   - como a ONU -, cujo objetivo foi propor e desenvolver acordos internacionais, que promulgassem e garantissem os direitos da população, levando em conta a premissa da dignidade de todo ser humano que habita o planeta Terra. Foi assim, então, que surgiu a chamada Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948.




Ocorre, no entanto, que a história não é contínua e infelizmente, no momento atual, algumas instituições, governos e parte da população vem se mobilizando no sentido contrário a um dos fundamentos da civilização do século XX, ou seja, à concepção básica de seres humanos como sujeitos de direitos. Tal concepção faz parte do que chamamos Democracia.
É assim que testemunhamos, com muita indignação e tristeza, o ressurgimento de grupos nazistas e fascistas por todo o Ocidente, especialmente aqui no Brasil, onde o ódio pela política e seus signatários vem alcançando proporções muito preocupantes.

O que a Psicologia e os psicólogos têm a ver com isso tudo?
No final da década de 90 foi criada a Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia brasileiro, sob pressão dos movimentos sociais. O propósito da Comissão sempre foi discutir, acolher, promover e orientar os psicólogos, bem como a população em geral, sobre os direitos que devem ser garantidos aos cidadãos, especialmente aos que sofrem violações pelo Estado e pela sociedade.
Os princípios da Declaração dos Direitos Humanos são universais, portanto valem para todos os habitantes dos países que assinaram a Declaração. Contudo, é fato que grupos LGBTs e de mulheres, grupos negros e brancos das periferias, grupos de pessoas refugiadas ou imigrantes pobres, grupos de moradores de rua, de doentes mentais e de encarcerados, encontram-se, ainda hoje, mais vulneráveis ao sofrimento que a violência e a negação de direitos básicos ocasionam. Por este motivo, não apenas a Comissão de Direitos Humanos do CFP como a temática dos direitos humanos ficou associada apenas a estes grupos, propiciando grande confusão no debate. Os tais direitos humanos são uma prerrogativa de todo ser humano vivente, ou pelo menos deveria ser.

Um psicólogo que honra a ética profissional não pode, em hipótese alguma, cuidar das pessoas sem considerá-las como sujeito de direito, esteja onde estiver. 
Psicólogos atuam em clínicas, em hospitais, em penitenciárias, em escolas, em zonas de guerra, em periferias, em instituições voluntárias, em áreas de desastres. Atuam com pobres, com ricos, com brancos, orientais, negros e indígenas. Atuam com crianças, jovens, adultos e velhos. Atuam com heterossexuais, homossexuais, transexuais, bissexuais, assexuais. Atuam com católicos, evangélicos, umbandistas, espíritas, agnósticos e ateus. 
Seria possível atender e acolher o sofrimento destes sujeitos sem respeito à sua história, sem reconhecimento de seus direitos, muitas vezes negados e violados?
Para um profissional sério e ético, não seria. E quem regula e normatiza esse código de conduta é o próprio Conselho de Psicologia, buscando assegurar uma prática humana que se consolide digna e decente. 

Evidentemente não se trata de afirmar que não há limites para a atuação do psicólogo ou que não há preconceitos por parte deste. Mas é necessário, com frequência, retomar a ética e o cuidado de si - consoante o filósofo Michel Foucault - para se constituir em um ser humano que contribui na construção de uma sociedade íntegra e justa.  

quinta-feira, 22 de março de 2018

Relações pais e filhos em Arkangel: o controle que adoece



A quarta temporada (2017) da série de ficção científica produzida pelo Netflix, Black Mirror, apresenta ao público um episódio denominado Arkangel que, embora possa ser criticado do ponto de vista da estética e da inovação, suscita reflexões extremamente pertinentes a respeito da educação e do controle familiar.

O episódio foi dirigido por Jodie Foster, atriz e diretora americana, constantemente interessada na abordagem de temáticas que envolvem dramas familiares. Em Arkangel, uma mãe solteira decide fazer o implante de uma nova tecnologia no cérebro da filha, que permite a ela ter acesso, controle e visão sobre esta. A mãe acessa uma pequena câmera, sempre que deseja ou desconfia da filha, para saber onde ela se encontra e o que está fazendo. O mote da tecnologia em teste é a segurança e a paz dos pais. Será?

Quando a filha torna-se adolescente, os conflitos com a mãe possessiva e dominadora se ampliam. A filha sabe do implante, mas confia, inicialmente, na discrição da mãe, que consente em não utilizar mais a câmera, algo, porém, que não consegue cumprir. Quais as consequências da invasão e do excesso de controle da mãe na vida da filha, mesmo que tal atitude seja justificável, de certo ponto de vista?

Revelar o final de uma história nunca foi sensato, vale a pena assistir o episódio para compreender a proposta da discussão. O que está sendo problematizado é que já vivemos nesta distopia de uma sociedade absolutamente vigiada, sendo que as mães e os pais foram aprendendo a pensar a vigilância contínua sobre os filhos como algo necessário e positivo. Tal formulação, no entanto, não procede, pois ao contrário do que parece, o que o patrulhamento possibilita são transtornos no desenvolvimento infanto juvenil.

Uma criança excessivamente controlada não adquire confiança em si mesma, porque não tem a chance de se construir de maneira autônoma e criativa. Quando adolescente, pode tornar-se extremamente insegura, desconfiada, agressiva ou mesmo narcisista. Pode ser muito autoritária ou submissa, identificar-se com o controle tornando-se também controladora ou, por outro lado, subserviente, cativa.

Não é nada saudável educar os filhos partindo do pressuposto de que devem nos fazer relatórios diários, caso contrário conferimos as câmeras para saber o que ocorreu de fato. Não é nada saudável que precisemos monitorar nossas crias 24 horas ao dia para nos sentirmos menos preocupados. Essa gestão educacional pela vigilância absoluta, que vem se implantando e se desenvolvendo nas escolas e nas famílias em nome da segurança e do sossego, proporciona um processo de infantilização, dependência emocional e ausência de responsabilidade individual, tanto dos adultos quanto dos jovens. Exemplos não faltam e o filme narra um deles, com consequências dramáticas.

Necessário se faz, portanto, rever os padrões de relacionamento com os filhos e questionar a imposição (sutil) das tecnologias em nossas vidas. Não seria melhor tentar criar relações baseadas na confiança ao invés de relações baseadas na vigilância e na ameaça?



quinta-feira, 8 de março de 2018

Dia Internacional da Mulher: filme Mulheres Divinas



O filme Mulheres Divinas nos apresenta um retrato do que foi a sociedade suíça até os anos 70, no tocante à política voltada para as mulheres e ao contexto repressor imposto pelos homens.

Tratadas como seres ignorantes e dóceis, não era permitido a elas serem eleitoras. 
Esclarecendo: as mulheres não votavam na Suíça até o anos 70, suas pautas não tinham nenhuma consideração. Pode parecer mentira, já que este é um dos países mais avançados do mundo em termos de qualidade de vida e valores progressistas. O filme, pelo menos para mim, foi uma revelação e um assombro.


Uma das reflexões mais importantes que Mulheres Divinas possibilita é a de que todos os avanços ocorridos na humanidade só foram possíveis a partir da luta dos coletivos envolvidos. Nenhuma demanda ou proposta de mudança, seja grupal ou individual, transcorre sem que haja luta e enfrentamento permanente.

Todos sabemos, porém, que há muito a ser feito e conquistado ainda. Os dados estão disponíveis por toda a rede: segue a violência contra as mulheres, principalmente doméstica; segue a diferença salarial, embora em valores mais modestos; segue a desigualdade e a barbárie. Por isso, quando uma mulher recebe uma rosinha em comemoração ao seu dia, deve lembrar-se de dizer: "obrigada, espero contar com seu apoio na luta feminina, pois falta muito, mas muito mesmo a ser alcançado!"


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Um Poema para os Jovens

















Voa.
Voa para o mundo
Que a vida a ti concede amor.

Caminha.
Caminha sem o tempo
Que o medo nunca te abraçará.

Espera.
Espera por si mesmo
Que a aurora há de te habitar.

Divaga.
Divaga na beleza das formas e das cores do universo,
Infinito finito.


Com a graça do alvorecer e
Com a angústia da noite,
Vai
Segue
Sonha
Cria
Inventa.

Cá estaremos eternamente,
Sempre a seu alcance.


Para Luan


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Festival de Cinema Francês



O Festival de Cinema Francês 2018, online, prossegue até 19 de fevereiro. Basta se cadastrar no site para assistir aos filmes, legendados em diversos idiomas, incluindo o português. Para quem vai passar o feriado de carnaval em casa ou descansando, basta ter um computador e acessar. Fica a dica!

Site: https://www.myfrenchfilmfestival.com/pt/

Até o presente momento, os filmes que mais apreciei da atual seleção foram:
- AVA
- Os Últimos Parisienses
- Núpcias
- 1:54

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Vale a pena conhecê-los.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Arte: criação e sentido

Muitas são as formas através das quais podemos expressar nossa visão de mundo, nossa afetividade, nossa inteligência e nossos desejos, conscientes e inconscientes. A arte se constituti justamente como uma destas formas, contemplando diversas linguagens plenas de criação para todos nós, seres humanos. 

É um tanto empobrecedor, no entanto, conceber a arte de modo utilitário, ou seja, pensar e desenvolver o teatro, a música, a pintura e a literatura como atividades que devem ser realizadas tão somente para fins pedagógicos ou terapêuticos, por exemplo. O fazer artístico revela-se mais abrangente, completo e potente do que supõem os técnicos e especialistas das áreas de humanidades, saúde e treinamento pessoal.

Ideal seria, a meu ver, que os campos artísticos fizessem parte intrínseca de nossas vidas desde o berço, cultivando certa sensibilidade que nos inspirasse o amor e a paixão pela literatura, pela poesia, pela música, a pintura e a dança. Se assim fosse, naturalmente iríamos aos museus, lotaríamos com prazer os teatros e teríamos um outro conhecimento sobre nós mesmos e sobre a vida. 
Seríamos mais felizes ou mais críticos? Teríamos mais civilidade e menos barbárie? Não sei a resposta, há argumentos tanto para um sim quanto para um não. Na minha imaginação, contudo, a vida teria mais sentido, seria mais interessante e afetuosa. 

Como nunca é tarde para nos reinventarmos, deixo aqui a proposta que me foi feita pelo professor de artes visuais Guilherme Teixeira: escrever uma carta apaixonada para um artista muito querido, um escritor ou um compositor, um ator ou atriz, um poeta ou poetisa (outras ideias: criar um desenho ou uma pintura ouvindo música; fotografar coisas diferentes das quais normalmente se fotografa, experimentando novos objetos e ângulos; imaginar uma história e escrevê-la ou desenhá-la).

Aproveito ainda para compartilhar a minha própria carta, elaborada no final de 2017, para Franz Kafka.


"Caríssimo Kafka

Suas obras há muito me inspiram. Mesmo tendo-as contemplado na tradução para o português, creio que a universalidade e a contemporaneidade de sua escrita me cativaram, a tal ponto de não prejudicar a compreensão do sentido das suas palavras.

As palavras, posso afirmar, constituíram-me quem sou. Na ausência delas não posso imaginar quem seria. Desde muito pequena aprendi a amá-las e assim fui me tornando um ser humano. Aprendi a pronunciá-las, depois a desenhá-las e borrá-las com papel e tinta, graça e prazer. Por isso cada livro que tive acesso propiciou-me um gosto particular, um deleite especial.

Mas foi com você, caríssimo Kafka, que descobri a eternidade e a completude. Não encontrei nenhum outro escritor com tantas qualidades como as suas. Agradeço humildemente cada frase de sua obra O Processo, embora todos os contos e romances que você escreveu também habitam minha alma. O que seria da humanidade se o seu grande amigo Max Brod tivesse realmente queimado os papéis que você determinou? Seria muita tirania de sua parte privar a nós - meros mortais, cidadãos comuns de um mundo em declínio vertiginoso - de seus delírios fulgurantes, terríveis e aparentemente surreais.

Sei que o grande tirano de sua vida foi seu próprio pai. A carta que a ele você escreveu é de rara beleza, grande aflição, sofrimento e comoção. Pena ele não ter lido, triste você ter morrido tão jovem com muito ressentimento e sem reencontrá-lo. Será que você não iria apreciar saber que esta carta e muitos outros livros, frutos da imaginação e da vivência que você teve, continuam a ser lidos, traduzidos e adaptados para o teatro e o cinema em pleno século XXI? Muitos dos seus aficionados leitores se perguntam se de fato você desejou a morte dos próprios textos que escreveu.

De minha parte, isso seria uma injustiça. Nossas vidas são tão pobres, sem a arte e a literatura seriam ainda mais! Se você tivesse conseguido nos privar do Processo, do Castelo, do Artista da Fome, da Metamorfose, da Colônia Penal e até dos seus diários, confesso que minha forma de sentir e ver o mundo seria mais infeliz.

Sim, porque foi você o gênio capaz de escrever, de configurar e de revelar magistralmente, magnificamente o que é o homem moderno trágico e contemporâneo. Sua vida, com certeza, foi a tragédia do Processo, a dor da Carta ao Pai, o desespero da Metamorfose e o desamparo e morte do Artista da Fome. Todavia você teve a honra, a dádiva e o talento - não sei nomear o que é - de transformar a própria história em arte, em beleza arrebatadora que emociona quem se deixa tocar.
Sinto-me privilegiada por ter partilhado desta experiência estética com outras pessoas, por ter tido a possibilidade de imaginar os personagens que você imaginou para si mesmo e para todos nós, as narrativas um tanto quanto estranhas de seres esquisitos, culpados, fracassados, perseguidos, que buscam a vida e acabam por sucumbir à morte.

Todas as suas narrativas são absolutamente comoventes, ao nos apresentar a fragilidade humana frente ao mundo desumano, claustrofóbico, aparelhado por instituições que nos destituem de humanidade, de força, de esperança e de poder. É impressionante sua descrição acerca da burocracia, dos prédios e das autoridades pelas quais seu alter ego Joseph K é massacrado, atormentado e incriminado, sem nunca saber o motivo. Trata-se de um homem culpado sem ter cometido crime algum, acossado por um sistema absurdo, injusto.

Meu encantamento por você se deve principalmente por esse clima ilógico imposto aos seus protagonistas, que à primeira vista nos parece irreal, mas com o tempo compreendemos que tal ficção é a realidade de nossas vidas cotidianas. Todos somos Joseph K, somos povoados pela culpa dos juízes que nos julgam cotidianamente. E esses juízes não estão apenas dentro de nós, não são somente representações internas, eles existem, são substância e matéria. 

Se você tivesse vivo ainda hoje, testemunharia a contemporaneidade de sua obra, a vitalidade de suas histórias e a tragédia inesgotável do ser humano. Você perceberia que seus romances foram criações de extrema lucidez, prováveis exercícios de sanidade mental. A vida é absurda e para sobreviver a ela com gana e resistência, resta-nos a arte, a literatura, a poesia, o teatro e algum sonho belo, lírico, doce e terrível ao mesmo tempo."

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Saúde Mental: uma reflexão necessária

Terminamos 2017 e iniciamos 2018 com muitos temas sendo debatidos nacionalmente. Um destes temas, de extrema importância, é o da saúde mental.
A primeira questão diz respeito às mudanças que o Ministério da Saúde e o Governo Federal estão impondo à sociedade brasileira, caracterizando amplo retrocesso na área, frente às conquistas que foram realizadas desde o início dos anos 2000, quando ocorreu a Reforma Psiquiátrica.

A Reforma Psiquiátrica teve o grande mérito de modificar a visão sobre o doente mental e, a partir disso, privilegiar o tratamento anti-manicomial, investindo em ambulatórios de saúde mental que promovem a integração do sujeito na sociedade, com atividades e medicação apropriadas. A internação é o último recurso a ser utilizado, posto que favorece a segregação e o isolamento.
Este modelo de atendimento em saúde mental tornou-se referência mundial, é recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e tem sido exportado para outros países. Por questões políticas, neste momento tal modelo encontra-se ameaçado e nós corremos o risco de retroceder décadas ou séculos na história, infelizmente.

O posicionamento do Conselho Federal de Psicologia pode ser visto através do link:


Com o intuito de ampliar a discussão sobre o assunto, gostaria de lembrar e recomendar a visita à Ocupação Nise da Silveira, que permanece até o dia 28/01 no Itaú Cultural de São Paulo. 
Nise da Silveira foi uma distinta e magnífica psiquiatra, investigadora da alma, precursora da abordagem junguiana no Brasil. Destacou-se no século XX pelo fato de ser mulher em ambiente masculino, como mostra a foto abaixo, registrando sua formatura em medicina no ano de 1926.


Felizmente o trabalho dela vem sendo cada vez mais reconhecido. Sua vasta obra orienta profissionais da saúde mental no caminho da liberdade e da arte, com a finalidade de cuidar dos pacientes que demandam atenção especializada, sem discriminá-los. Nise se insurgiu contra os absurdos da internação psiquiátrica e criou um método de atendimento focado no afeto, na expressão artística plástica e no contato com os animais.
Creio que se esta grande e admirável pessoa, mulher e profissional estivesse viva, teria a oportunidade, mais uma vez, de se rebelar contra retrocessos absurdos que estão ocorrendo no Brasil. Lutemos como ela lutou, criemos como ela criou!

Site da Ocupação:

Fotos da exposição, apresentando obras de arte dos pacientes de Nise da Silveira:




Para encerrar o texto, divulgo a belíssima Campanha Janeiro Branco, que estimula todos a refletirem sobre a própria saúde mental e priorizarem a qualidade das relações humanas, da afetividade e da alteridade. Vale a pena conhecer o site da Campanha: