sábado, 12 de janeiro de 2019

2019: Clínica Recriando Vínculos Psicoterapia






2018 foi um ano de ampliação da Clínica Recriando Vínculos Psicoterapia. Uma nova sala, mais ampla, aconchegante e iluminada. Novos espaços, outros jardins.





Em 2019, dez anos de existência.
Todos serão muito bem vindos!

Grupos de estudo, psicoterapia de casal e família (incluindo crianças), orientação profissional, atendimento psicológico individual. 















"parem
eu confesso sou poeta
cada manhã que nasce me nasce uma rosa na face

parem
eu confesso sou poeta
só meu amor é meu deus
eu sou o seu profeta"

Paulo Leminski

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Publicação Revista Portuguesa de Psicodrama: Comoção, Ética e Psicodrama - Um Diálogo com Judith Butler

A Sociedade Portuguesa de Psicodrama lançou, em novembro de 2018, mais uma edição da Revista Portuguesa de Psicodrama. Nesta edição de número 9, ISSN 0874-1700-9, foi publicado um artigo de minha autoria, denominado Comoção, Ética e Psicodrama: Um Diálogo com Judith Butler.

É com imensa alegria e satisfação que divulgo a publicação da Revista e dos artigos nela contidos,  cujo acesso para leitura online só é possível em formato pdf, tendo em vista que a edição é apenas impressa. No link abaixo, é possível conhecê-la e acessá-la:

https://tatadramablog.files.wordpress.com/2018/12/2018-novembro-revista-de-psicodrama-nc2ba9-da-sociedade-portuguesa-de-psicodrama.pdf


 Além do Editorial, no Sumário são apresentados os seis artigos com os respectivos autores, incluindo outros colegas brasileiros. O texto Comoção, Ética e Psicodrama é o último da edição, a partir da página 77.

Segue o Resumo:
O texto que se apresenta consiste em uma reflexão acerca da ausência de comoção na sociedade, especificamente em relação às populações consideradas como minorias, violentadas cotidianamente pela mídia e por políticas de Estado que perpetuam o extermínio. Quais são os mecanismos que promovem a indiferença para com os meninos negros, mortos repetidamente pela polícia nas periferias brasileiras? O Psicodrama tem condições de contribuir com esta discussão? Trata-se de uma questão ética? Para problematizar tal temática, o trabalho se fundamenta nos argumentos da filósofa Judith Butler, propondo um diálogo com o Psicodrama, no tocante a alguns de seus princípios e possibilidades de criação.




https://sociedadeportuguesapsicodrama.com/

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Natal: livros para as crianças

Livros para este Natal ? Por que não?
Em tempos tão obscuros, onde o culto à ignorância parece estar se difundindo, é preciso estimular a inteligência e a sensibilidade. 
Deixo como sugestão algumas indicações de leitura que podem ser feitas junto às crianças.




Todos os livros de Ondjaki, poeta e escritor angolano, são fascinantes! Literatura de primeira qualidade, dialoga com as crianças e também com os adultos que gostam do universo lírico. Histórias belíssimas, inventadas com muita criatividade para cultivar a paz e a solidariedade entre as pessoas.





O menino que brincava de ser é um livro cheio de imaginação, tratando delicadamente as questões de gênero e sexualidade a partir da experiência de uma criança. Aborda a reação e o preconceito dos adultos frente às brincadeiras infantis, que representam tentativas de compreender a realidade e se construir a partir dela.





Diversas histórias sobre o medo, criadas por autores diferentes, eis a proposta do livro acima, muitíssimo interessante. Cada narrador destacou aspectos distintos sobre este sentimento tão básico da humanidade e que por vezes atormenta incessantemente os infantes. Medo de dormir, medo de se separar dos pais, medo dos animais, medos que todos temos! Vale a pena a leitura.



 

Troca de pele, Então você chegou... e a família ficou completa! são obras de arte que tratam de adoção. Livros inspirados, ternos e envolventes para cativar o diálogo entre pais e filhos sobre a origem da vida e a construção da família.




Sérgio Capparelli é um autor infanto juvenil destacado e premiado. Nesta obra ele pesquisou cantos e poemas dos povos nativos, traduzindo-os para o português. Obra rara, de intensa riqueza poética e registro histórico ímpar.   


E para os leitores que desejarem, links de leitura com outras sugestões magníficas:




sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Gênero e Sexualidade: um diálogo necessário



Está ocorrendo uma enorme confusão e desinformação a respeito de gênero e sexualidade em nosso país. Setores representativos da sociedade, há algum tempo, estão propagando inverdades sobre essa temática tão importante para a vida de nossas crianças e adolescentes. 

A principal teoria sobre sexualidade infantil foi criada por Freud, há mais de um século, causando certos escândalos que julgávamos ter superado. Freud compreendeu que as crianças também possuem fontes de prazer erótico, por determinação biológica, sendo que a primeira delas é a cavidade bucal, através da qual o bebê experimenta o mundo, suga e se alimenta. Não se assemelha ao erotismo adulto, ao mesmo tempo em que é uma forma de libido.

Ao longo do século XX, muitos outros autores e pesquisadores discutiram o desenvolvimento genético/psíquico do ser humano, produzindo o que até hoje tem sido considerado como conhecimento científico na área. Este conhecimento fundamentado e acumulado ao longo de eras não pode simplesmente ser aniquilado em nome de uma pseudo-ciência, uma religião ou uma política ultra conservadora, que alimenta a ignorância, o fanatismo e o sofrimento mental.

Para nós, psicólogos sérios e educadores dedicados ao conhecimento, é ultrajante a difusão desta tal "ideologia de gênero", porque parte de razões absolutamente não científicas, carecendo de qualquer comprovação no campo das ciências. Uma das falácias dos pregadores supõe que não se deve conversar com uma criança sobre sexualidade e diferenças de gênero, pois esse diálogo a induziria tornar-se o que não é, quer dizer, poderia transformá-la em homossexual ou transgênero. 

Como seria possível mudar a orientação sexual de alguém, tendo em vista que a construção da identidade e da sexualidade ocorre em fases precoces da infância, de maneira inconsciente? É em estado de choque que temos acompanhado um nível de obscurantismo nunca antes previsto. Obviamente que há formas adequadas para abordar determinadas temáticas com crianças e adolescentes, estabelecendo limites e recursos apropriados, tanto na família quanto na escola. 

Interessante observar que os jovens, em tenra idade, já têm acesso a internet e outros dispositivos tecnológicos contendo mensagens que abarcam o corpo e a sexualidade, muitas vezes de forma inadequada, provocativa e erotizada em demasia. Até para que tenham condições emocionais e intelectuais de lidar com essas mensagens, faz-se necessário propiciar e garantir a eles informação e conhecimento, educando-os, não aprisionando-os, reprimindo-os ou perseguindo professores.

Diversas pesquisas revelam justamente o contrário do que está se tentando impor: quando os jovens têm mais informação, iniciam a vida sexual mais tarde e se previnem melhor; quando uma criança conhece o seu próprio corpo, tem menos chance de sofrer abusos e violências. Ademais, imprescindível lembrar que cerca de metade dos abusos infantis ocorrem dentro da própria família, portanto não há justificativa para restringir a educação da sexualidade ao universo familiar. Pode-se afirmar ainda, lamentavelmente, que em algumas situações um professor significa a única opção saudável para a vida de uma criança.

Portanto, caríssimos leitores, cultivemos a sabedoria, o conhecimento, o diálogo e o bom senso. Não nos deixemos seduzir pelo culto à ignorância que reina em nossos dias.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

V Congresso de Psicologia: Ciência e Profissão




Está chegando o V Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão, que será realizado em SP, com o tema Psicologia, Direitos Sociais e Políticas Públicas: avanços e retrocessos.


"Lugar para o encontro da ciência e da profissão, o CBP é o espaço para o diálogo da diversidade da Psicologia no Brasil, onde todas as questões, abordagens e construções da Psicologia se apresentam e são debatidas. A programação, que se estende até 18 de novembro, comprova essa diversidade, incluindo desde simpósios magnos, diálogos (im)pertinentes, minicursos, lançamentos de livros e 6 mil trabalhos nas salas."

Confira a programação no site: 

http://www.cienciaeprofissao.com.br/clique-aqui-e-confira-as-atividades-confirmadas-no-v-cbp/

domingo, 4 de novembro de 2018

Indicações cinematográficas: perda e luto


Para refletir sobre a morte e o luto, dois grandes filmes merecem atenção, dentre muitos outros que poderiam ser também indicados:

Para Sempre Alice, película de 2015, americano. 
Narra a história de uma professora universitária que descobre estar com Mal de Alzheimer. Registra o universo familiar e o processo de diagnóstico da doença. Belíssimo.





O Quarto do Filho, película de 2001, dirigido e interpretado pelo italiano Nanni Moretti. 
Narra a dor e o sentimento de culpa da família, especialmente do pai e psicanalista, que perde o filho adolescente. Triste e comovente.