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Sonho de Paz

Um sonho qualquer pode sempre existir, mesmo que seja o da paz. No universo da imaginação, habitamos o Olimpo. No cotidiano de nossas vidas, proclamemos a coragem, encantadamente a nos guiar!

Para uma nova infância

No contexto atual em que vivemos, da máxima performance, que conjuga produtividade/competitividade, a infância é vista apenas como uma fase a ser vivida rapidamente, uma etapa para chegar adiante, um projeto de futuro que deve caminhar em direção a algo, para algo, satisfazendo anseios e expectativas relacionadas ao universo adulto. Infelizmente essa concepção de infância, aprisionadora, domina toda a sociedade e as instituições que cuidam das crianças, embora diversos estudiosos nos proponham outros olhares. Um destes olhares, possível e distinto, concebe a infância como criação e espontaneidade, jogo, faz-de-conta, poesia em qualquer tempo, em qualquer espaço. As crianças, nessa concepção, são compreendidas como sujeitos, protagonistas do mundo, em condições de falar a si mesmas e aos outros sobre o nascer contínuo, sobre o possível indeterminado das relações e dos afetos, sobre o que ainda não existe e o que existe mas poderia existir de outra maneira. Aqui as crianças são, enfim, e...

Divulgação: Aliança pela Infância

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"A Aliança pela Infância apoia a divulgação do lançamento do Plano Nacional pela Primeira Infância -PNPI- que será realizado no dia 7 de dezembro de 2010, às 14h30m, na OPAS – Organização Panamericana da Saúde. O Plano será entregue, posteriormente, ao Governo, pelo CONANDA, acompanhado da RNPI, como proposta de ações e metas na área dos direitos da criança de até seis anos de idade, a serem realizadas até 2022, quando o Brasil celebra o bicentenário da Independência. Ele está coerente com o Plano Decenal dos Direitos de Crianças e Adolescentes, incidindo o olhar na especificidade dos seis primeiros anos de vida – período mais decisivo na formação da pessoa." Equipe de divulgação Aliança pela Infância no Brasil www.aliancapelainfancia.org.br (11) 5853-8082

Seminário: Educação Medicalizada

"Notas baixas, dificuldades na leitura e na escrita, desatenção em sala de aula. Situações como essas, comuns entre os escolares, muitas vezes estão associadas equivocadamente a problemas neurológicos ou psicológicos, não considerando, por exemplo, a má qualidade do ensino. Recorre-se, então, à medicalização, entendida como um processo que transforma, artificialmente, questões não médicas em problemas médicos. Para discutir essas e outras considerações afins, especialistas do Brasil e do exterior se reuniram de 11 a 13 de novembro durante o I Seminário Internacional "A Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e outros supostos transtornos", na Unip campus do Paraíso, em São Paulo." O texto continua em http://www.crpsp.org.br/portal/midia/fiquedeolho_ver.aspx?id=292 , site do Conselho Regional de Psicologia. O Jornal Globo News também veiculou matéria interessante: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1373771-7823-BRASIL+E+SEGUNDO+MAIOR+CONSUMIDOR+MUNDIA...

A escolha da escola: falso dilema?

Recentemente fui convidada para discutir, em um programa de rádio, uma questão que pode ser angustiante para os pais: a escolha da escola dos filhos. Para fazer esta escolha adequadamente, é necessário considerar, entre outras coisas, os valores familiares, as expectativas da sociedade e a condição financeira dos pais. Vale lembrar, ainda e sempre que, por melhor que seja, a “escola ideal” não existe. No entanto, ao pesquisar o assunto e sistematizar minha própria experiência de atendimento com crianças e adolescentes, percebi que talvez haja poucas opções diferenciadas no “mercado” da educação formal. A maior parte das escolas particulares, que atende famílias de classe média e alta, oferece um ensino totalmente voltado para a qualificação e o brilhantismo nos exames vestibulares ( agora também o ENEM ), safistazendo, desta maneira, os anseios de pais excessivamente preocupados com o futuro profissional dos filhos. No ensino público, por outro lado, os problemas relacionados à aprendi...

Encanto do olhar

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Quando nada precisa ser dito...

Dia Nacional do Livro: por que ler?

Até os dias de hoje, ler continua sendo uma atividade revolucionária. Lembremos do excelente filme de Truffaut, Fahrenheit 451, de 1966: os livros devem ser queimados em nome de um governo totalitário, que obriga seus cidadãos a pensarem e se comportarem de acordo com leis arbitrárias. No século XXI, obras literárias importantes, incluindo Monteiro Lobato, ainda são alvo de críticas e censuras inconsistentes, diante de um mundo globalizado e teleguiado. Assistir televisão e jogar vídeo game todo dia é uma atividade absolutamente normal no universo da infância. Consumir programas abusivos e propagandas sedutoras a cada dois minutos é tão permitido quanto incentivado. Nos desenhos, nas novelas, nos realities shows ou nos mais absurdos auditórios onde as crianças são indecentemente exploradas, a prática de uma permissividade quase inquestionável deveria ser contida. Mas não é. Os livros são. Os livros, atualmente, são questionados por racismo, pornografia excessiva, estímulo à violência, ...