domingo, 15 de novembro de 2015

Despedida



 




Para alguém que hoje se foi, alguém tão importante neste mundo estranho.
Um dos mais criativos psicodramatistas do Brasil e da América Latina, Moysés Aguiar.
Nossa despedida com lágrimas e poesia!

Hilda Hilst, Da Morte, Odes Mínimas:

Não me procures ali
Onde os vivos visitam
Os chamados mortos.
Procura-me dentro das grandes águas
Nas praças
Num fogo coração
Entre cavalos,cães,
Nos arrozais, no arroio
Ou junto aos pássaros
Ou espelhada
Num outro alguém,
Subindo um duro caminho.

Pedra, semente, sal
Passos da vida. Procura-me ali.
Viva.

Um comentário:

  1. O meu choro e o meu Luto também vai para a falta de Moysés Aguiar...
    O Inferno existe... Ana Marly De Oliveira Jacobino
    Tenho uma chaga aberta no meu peito,
    Choro pelo Rio Doce!
    Pela de$umanidade,
    $alpicada de lama, que o contaminou,
    nas $uas garras ...profanou $eu leito
    E$tuprou os seres mágicos
    nadadores sagrados
    das $uas doces corredeiras,
    aonde o doce melado cristalino,
    bebericava das fontes do Éden,
    para alimentar seu seio!
    Volúpia de$medida por riqueza
    mataram seus seres mágicos,
    expurgados para o interior do inferno!
    Oh! , Rio Doce, $ua morte
    chagou o peito da$ Minas Gerais,
    o meu peito piracicabano,
    o peito de cada brasileiro!
    Tenho uma chaga aberta no meu peito,
    Choro pelo Rio Doce
    Pela de$umanidade!
    Choro pelo $eu Inferno!
    ## Raquel, aqui está minha dor numa forma poética... choro pelo rio Doce, pelo Rio Piracicaba...pelos rios do nosso Brasil.

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