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Alta Performance: o massacre da infância

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A sociedade do desempenho vem se consolidando no século XXI de maneira avassaladora. Nada nem ninguém fica à deriva dos valores estimulados pela concepção de rendimento e eficiência máxima, culto à competição, produtividade e eficácia sem limites. O homem contemporâneo é um “sujeito empresarial”, conforme definição dos filósofos franceses Pierre Dardot e Christian Laval, na obra-prima A Nova Razão do Mundo. Enquanto sujeitos empresariais tentamos acriticamente gerenciar nosso tempo, nossa vida e nossas relações humanas a partir de uma ótica empreendedora, na qual o que importa é sempre o nosso próprio lucro e sucesso, também denominado “gozo” pelos filósofos citados. Naturalizada entre nós, esta lógica empreendedora (ou neoliberal) tem custo, faz vítimas e amplia o sofrimento psíquico. É fato que nossa subjetividade vem sendo constituída, há tempos, para aceitar e jamais questionar tal sistema de sociedade. Por isso, em geral, não nos alarmamos quando observamos crianças...

Dia dos Pais

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Para que não esqueçamos.

Dia do Estudante: o uso das tecnologias

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Na última quinta-feira, 11 de agosto, foi comemorado o Dia do Estudante. Em homenagem a esta data, publico um texto escrito por Luan Martins Corrêa, estudante do segundo ano do Ensino Médio. Trata-se de uma reflexão a respeito do uso das tecnologias eletrônicas. Com o desenvolvimento tecnológico significativamente grande que vem ocorrendo durante as últimas décadas em todo o mundo, o uso de equipamentos eletrônicos e da internet cresceu de forma intensa. Junto a isso surgiu uma grande preocupação em relação à dependência que essa modernização científica pode gerar. O uso excessivo das máquinas acaba ocasionando vários déficits aos membros da sociedade global, principalmente às crianças e adolescentes. Ansiedade, depressão, falta de atenção, hiperatividade e agressividade são listados como os sintomas mais comuns apresentados, que se encontram em condições nas quais não há controle necessário da jogatina online e da utilização das redes sociais. Percebe-se então uma sér...

Um Poema para o Menino

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"Temos que dar uma chance à vida"- Anistia International Brasil. Segundo dados dessa organização não governamental de direitos humanos, o Brasil vive uma epidemia de homicídios que não é discutida pela sociedade nem pelos meios de comunicação. As principais vítimas são os jovens do sexo masculino, especialmente os habitantes negros das periferias, que compõem 77% dos assassinados. Trata-se de uma realidade que reflete a cultura de violência na qual todos estamos inseridos. Qual a nossa responsabilidade frente a este cenário tão triste e preocupante? Será que a arte e a literatura podem nos ajudar a cultivar outros olhares, mais solidários e compreensivos?  Esta é a proposta do poema A morte do menino, de minha autoria: criar condições afetivas para que nos coloquemos no lugar do outro.  Fui menino nascido no esgoto de um barraco cheio de vermes. A pobreza habitou meu mundo, nela sobrevivi aos 12. Sujo e lamacento de cor de pele, sempre quis o azul do c...

Biografias: escritas que nos tocam

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             Infelizmente nossa capacidade de olhar o mundo pelos olhos de um Outro vem declinando, embora sejam muitas as conexões que partilhamos diariamente neste amplo espaço tecnológico da contemporaneidade. Uma das formas criativas de aprendermos (ou recuperarmos) essa alteridade que nos escapa, nos aparta da vida e nos torna desumanos, se dá pela leitura de obras biográficas, cuja história de pessoas desconhecidas ou admiradas são narradas.             Acompanhar a vida de outros seres humanos pela literatura biográfica, descobrindo suas fragilidades, seus sofrimentos, ódios, alegrias e infelicidades é algo que educa nossa sensibilidade para a compreensão do existir como algo mais complexo e menos simplista. Somos instigados a perceber, por exemplo, que uma história de vida não é feita só de escolhas pessoais, como habitualmente se considera. Há condicionantes externos que compõem a vid...

Seminário de Psicologia Escolar

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O Conselho Federal de Psicologia, junto à PUC Campinas, promovem o II Seminário Nacional de Psicologia Escolar. Trata-se de um tema relevante para os profissionais da área de educação e saúde, visto que a escola é uma instituição de formação integral do ser humano. Não há como desqualificar o papel do sistema escolar no desenvolvimento de todos nós. Como a psicologia pode contribuir com o cotidiano de estudantes e educadores, na árdua tarefa de construir uma sociedade pensante, atuante e, se possível, transformadora? Qual o papel dos psicólogos em relação ao sistema educacional formal? Será que é apenas realizar atendimentos das crianças e adolescentes considerados "problemáticos"? É possível estabelecer um diálogo proficiente com os diversos protagonistas do campo escolar, no sentido de facilitar novos intercâmbios e percepções acerca do mundo e do conhecimento? Essas são questões que norteiam a proposta deste pertinente Seminário. Mais informações: http://site...

Indivíduo: disciplina, culpa e sofrimento

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Partilhamos de uma sociedade de controle tão efetivo que em geral não percebemos quais valores e conceitos internalizamos como se fossem naturais. Vivemos sem a condição de avaliar que nossas vidas poderiam ser diferentes. Tendemos, muito pelo contrário, a naturalizar nosso modo de ser, desprezando nossa própria história pessoal e social. Nem sempre as pessoas viveram da maneira como vivemos atualmente, é sempre bom lembrar! Existiram muitos períodos na humanidade, com políticas e organizações grupais diversas, formas de alimentação e trabalho variados, sofrimentos, afetos e valores nada semelhantes aos nossos. Aproximadamente a partir dos séculos XVIII / XIX, pode-se afirmar, começamos a nos tornar esse "sujeito da modernidade", posto que nesse momento emergiu o conceito de indivíduo junto à tecnologia da disciplina. Segundo Michel Foucault, célebre e polêmico filósofo francês, estudioso das relações de poder, o indivíduo foi uma construção histórica necessária às n...