Muito tem sido escrito sobre a série The Handmaid's Tale, baseada no romance O Conto da Aia, de Margaret Atwood. Fiquei encantada com a qualidade artística da obra, incluindo roteiro, interpretação, direção, fotografia, trilha sonora. Não sou fã de séries, mas The Handmaid's Tale me cativou, embora seja de difícil digestão. A segunda temporada já foi contemplada por muitos fãs e telespectadores, sendo que a terceira logo será lançada. Alguns afirmam que a série transformou-se numa espécie de "pornô de tortura misógina", posto que são muitas as cenas de flagelo para com as mulheres. O livro é também uma opção interessantíssima. Refletir sobre esta obra é fundamental em um momento histórico como o nosso. No Conto da Aia, para quem não conhece, uma parte significativa dos EUA transformou-se em Gileade, sociedade governada por um Estado fundamentalista religioso totalitário, no qual parte das mulheres são escravas sexuais. A taxa de fertilidade encolheu...