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Poema - Qual será nosso futuro?

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Corpos fraturados almas degradadas. Qual será nosso futuro? Lágrimas vermelhas  dores invisíveis. Qual será nosso futuro? Seres decompostos infâncias destruídas. Qual será nosso futuro? Qual será nosso futuro? NOTA: Fotos realizadas em oficinas de fotografia que participei, a partir das quais surgiu este pequeno poema.

A arte que nos reabilita: indicações para a dignidade

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Para resgatar a dignidade de todos nós, para cultivar a possibilidade de nos entendermos a todos como seres iguais em humanidade, sem demérito de raças, crenças ou condição sócio econômica; para reconquistar nossa potência de sentir, compartilhar e buscar algo próximo à felicidade, registro duas importantes obras: uma cinematográfica e outra literária. Eu Não Sou Seu Negro é um documentário avassalador, concorrente ao Oscar deste ano. Apresenta ao público a história dos negros americanos narrada pelos próprios negros. Um filme absolutamente crítico, portanto de difícil digestão, a nos propor questionamentos, incômodos e reflexões. Creio que as questões tratadas neste documentário são pertinentes ao Brasil também. Sob um outro prisma, magnificamente lírico, o escritor apaixonante Valter Hugo Mãe nos auxilia a reabilitar uma certa fé no mundo, por intermédio da afetividade nas relações pessoais. Seu romance O filho de mil homens, como tantos outros, toca profundamente nossa sen...

Ética e comoção: diálogos com Judith Butler p.2

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Dando continuidade à proposta da postagem anterior, segue o texto-diálogo com Judith Butler, escrito por mim em 2016 para o Congresso Brasileiro de Psicodrama, sobre ética, luto e ausência de comoção social. Ética, Luto e Comoção: um diálogo com Judith Butler - Segunda parte Nossos Mortos Têm Voz: Um Grito Por Justiça Atualmente, com expressão internacional, o Movimento Mães de Maio (SP) conclama que "Os Nossos Mortos têm Voz". Formado por mulheres cujos filhos foram assassinados por policiais militares a partir de 2006, o grupo vem conseguindo criar uma outra narrativa para a morte de seus filhos, na luta por reconhecimento da vida que eles perderam. Trata-se de uma luta política, mobilizada pela indignação e pela dor de perda irreparável, buscando sensibilizar a sociedade para que se importe, para que não permaneça indiferente.  Através da internet e de apoios de outros grupos, as Mães de Maio constituem uma frente de resistência, promoven...

Ética e comoção: diálogos com Judith Butler p.1

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Em função da histeria nas redes sociais, promovida por grupos ignorantes que tentam impedir a participação de uma importante filósofa americana no Evento do SESC Pompéia a partir do dia 7/11, denominado Os Fins da Democracia, publico o texto que escrevi em 2016 para o Congresso Brasileiro de Psicodrama, sobre ética, luto e ausência de comoção social. A publicação será realizada em 2 postagens.  Judith Butler, é imprescindível esclarecer para quem não conhece sua obra, foi uma das filósofas que discutiu as teorias de gênero e sexualidade nos anos 80 e 90, propondo novos conceitos e abordagens sobre o tema. No século XXI, Butler vem se debruçando acerca de outras questões, especificamente sobre ética, populações em condições precárias de sobrevivência, ausência de luto e comoção. No evento do SESC, a filósofa estará lançando os livros Caminhos Divergentes: Judaicidade e Crítica do Sionismo e A Vida Psíquica do Poder: Teorias da Sujeição.  ...

Filme Doc: a construção da masculinidade

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Encontra-se no Netflix este reflexivo e necessário documentário sobre a construção da masculinidade, que em última instância acaba propiciando os altos índices de violência em que vivemos. O documentário é norte americano e os números apresentados referem-se aos EUA, porém, podem ser extrapolados ao Brasil, em que aproximadamente mais de 20 jovens por dia são mortos, na faixa de 12 a 26 anos, especialmente homens e negros. A relação entre os meninos e seus pais - não mães - é destacada, bem como a cultura da violência, em que estes meninos são incentivados a resolver os problemas através da agressão aos próprios amigos e familiares. Um filme que merece nossa atenção e discussão.

Dia dos Professores

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O amanhã da infância

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Hoje eu gostaria muito de comemorar a infância de todas as crianças com olhos brilhantes de alegria. Gostaria de distribuir abraços calorosos, plenos de esperança em um futuro mais decente. Hoje eu gostaria muito de pronunciar as mais belas palavras, repletas de sol e doçura, para aqueles que nasceram depois de mim. Gostaria de acolhê-los partilhando sonhos e força no amanhã. Hoje eu gostaria muito que as lágrimas de todos nós fossem de amor e não de solidão, de ternura e não de ódio. Gostaria que nos dispuséssemos a nos comover com nossos pequenos e, quem sabe, aprender esse difícil exercício de se colocar no lugar do outro. Hoje eu gostaria muito de contemplar crianças e adolescentes cujas existências significam mais do que os sentidos fúteis e consumistas que os shoppings proporcionam. Gostaria de encontrá-los em baladas artísticas e educativas, apoiadas por adultos, para criar maneiras novas de questionar o mundo. Hoje eu gostaria muito de poder dormir sabendo que ...