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Diálogo eletrônico: Melancolia

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Alguns filmes nos tocam em profundidade, outros nem tanto. Melancolia, de Lars Von Trier, um diretor polêmico, merece ser contemplado.   E discutido! Sentimentos, percepções, relações, reflexões de pessoas diferentes: abaixo, o registro de alguns trechos de um diálogo eletrônico acerca do filme. J: Eu confesso que, quando assisti ao filme no cinema e saí da sala, fiquei com uma sensação estranha, não saberia responder à pergunta "Você gostou do filme?" Parecia que antes precisava digerir. Eu tinha o receio de ser daqueles filmes pesados, com uma história triste, de uma pessoa que sofre e vai piorando, argumentando que a vida é assim e ponto final.   Mas não foi desse jeito que eu fiquei. A : Eu fiquei “tomada”, emudecida. Fiquei mal, não gostaria de assistir ao filme novamente. É lindo e impressionante, mas difícil demais. J: É interessante como a tristeza e a beleza costumam andar juntas, né? As imagens do filme e da protagonista Justine são brilhantes. A ...

O mito do consumo

Todo ano que se encerra traz consigo a comemoração do Natal, época marcada muito mais por peregrinações consumistas do que por rituais religiosos. No interior das lojas, o ser humano da modernidade, embora não perceba, é mais consumido do que consome. É devorado pela imposição de desejos que não são seus, mas que são necessários para alimentar o mundo capitalista. Vagando de vitrine em vitrine, o “ser objeto”, posto que não é dono de si mesmo, constrói mitos: será eternamente feliz se puder comprar aquela bolsa, quem sabe o tão sonhado perfume... Descobre-se, contudo, infeliz, mesmo possuindo o produto desejado. Há inúmeros relatos sobre crianças que não pedem mais presentes, simplesmente porque não têm o que pedir: já ganharam tudo, correm agora o risco de achar que a vida também não tem mais nada a oferecer. Muitas vezes pedem carros e outros objetos do universo adulto. No outro extremo, como é do conhecimento de todos, há crianças e famílias que não têm nem o que com...

Memória, Cidade e Educação das Sensibilidades

Evento importante ocorrerá na Unicamp nos dias 13, 14 e 15 de fevereiro/2012. É o VII Seminário Nacional do Centro de Memória, que visa promover uma discussão abrangente envolvendo as relações entre memória, educação e o espaço que ocupamos diariamente: nossa própria cidade. http://www.cmu.unicamp.br/viiseminario/

2012

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Rede Não Bata Eduque

É louvável a aprovação da lei sobre castigos em crianças e adolescentes, estabelecendo que todas elas têm o direito de crescer e se desenvolver sem o uso de punições corporais ou de qualquer outra forma de tratamento cruel e degradante. A Rede Não Bata Eduque vem fortalecendo a conscientização de pais e educadores sobre este assunto, contribuindo com a produção de alguns materiais interessantes. Vale a pena conhecer o site: www.naobataeduque.org.br

Compartilhando... Pra perto de mim

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Distante pra onde vim... no fogo de um vulcão. Não há luz, só há gotas de orvalho pelo chão. Chuva lá fora. Nenhum risco de sol... Por segundos, há rabiscos de cores... tentativas de sedução. Chego a sonhar com os olhos do coração... O tempo é pouco... correr, gritar, sonhar... apenas sorrir. Dizendo ao mundo que estou indo... pra onde vou me busco e não abro mão. Tempo que acaba... o vento carrega, distante de tudo que posso... com ele não posso. Apenas assisto. Um palhaço de partida. Meu olhar triste condenado a morte. Morte de meus sonhos, enterro do possível carregando um outro... E juntos se esvaem... a vontade do riso, a beleza do desconhecido. O novo já virando velho... abandonando a vida a ser descoberta. Não há forças, só há desejos de uma criança. Inocente, mas já sem esperança. Do avesso ao desavesso, me pergunto... de onde parte o próximo trem? Talvez, um recomeço... será possível ainda me achar na contramão? De tentativas não abro mão! Vem, vem comigo escorregar de novo ne...

Consciência e Diferença

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O Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20/11, veio nos lembrar o quanto ainda nos incomoda a diferença: diferença de cor, de idade, de classe social, de nível econômico, de concepções acerca da vida, de sentimentos e emoções, de preferências estéticas e de muitas outras. No entanto, não podemos nos esquecer também que essa intolerância à diferença foi aprendida por todos nós, podendo ser, portanto, “desaprendida”. A despeito de vivermos em um mundo capitalista, cujos valores predominantes incentivam o preconceito, é possível criar brechas e abrir janelas para a diferença, simplesmente nos aproximando, de maneira humilde, daquilo que, na verdade, não compreendemos.