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Cotidiano: vida automática?

Vivemos em tempos difíceis, alguns diriam “desumanizados”. Acordamos, trabalhamos, estudamos, vemos TV ou internet, cuidamos dos filhos, da casa, fazemos compras e dormimos. Também adoecemos, morremos jovens ou velhos, crianças ou adultos. Porquanto a única certeza da vida seja a própria morte, evitamos freqüentemente falar sobre ela, esquecendo-nos, assim, de que o humano é provisório, não é eterno. Ou seja, somos seres mortais, temos um tempo a ser vivido, que se esgota a cada dia. Será que vivemos realmente as nossas vidas? O que seria isso? Sentimos e percebemos o que estamos fazendo ou apenas agimos automaticamente, sem refletir ou fazer escolhas? Uma pessoa me disse com franqueza: “nada mais me toca”. Ela estaria viva, ou seria uma espécie de “morta-viva”, cumprindo com todas as obrigações diárias, todas as expectativas alheias, sem nenhum questionamento? Através dos minutos dos relógios que nunca param, somos insistentemente assombrados por um cotidiano cruel, que nos transform...

Sarau Literário: Amigos da leitura

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http://biblioteca.piracicaba.sp.gov.br/site/

Educação informal: qual o valor da arte?

Atualmente, mais do que nunca, muito se discute sobre a educação formal das crianças e adolescentes: quais os métodos de ensino adequados, quais os conteúdos importantes, como desenvolver competências, como garantir competitividade. Nada se fala, no entanto, sobre a educação informal que a arte, inserida na prática da cultura cotidiana, pode proporcionar. As crianças são incentivadas a freqüentar o teatro? Assistem peças infantis, vão a museus, bibliotecas e salões, por exemplo? Qual o valor que esta "educação da sensibilidade" tem na sociedade moderna brasileira? Nenhum? Até onde percebo e acompanho, a vida das pessoas, em geral, é bastante empobrecida neste critério, sejam elas de classe alta ou menos favorecida. Com as crianças e os jovens, não poderia ser diferente: é a tv e a internet que coordenam o tempo livre. Quando muito, o cinema participa de alguns passeios, principalmente por estar nos shoppings e exibir filmes comerciais americanos. Com certez...

Cidadania: Semana de Mobilidade Urbana

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Prossegue a programação da I Semana de Mobilidade Urbana de Piracicaba, evento absolutamente necessário para refletirmos sobre nossa cidadania. Respeitamos uns aos outros no espaço público? Antes de mais nada, percebemos a presença das pessoas nas ruas? Qual a relação que estabelecemos com as máquinas que utilizamos, como o carro? Ele pode ser uma forma de poder e dominação entre os cidadãos de um município? Por que nossos carros importam mais do que os pedestres que circulam em uma determinada via? Será que não deveria ser o contrário, os motoristas educadamente permitirem passagem às crianças, aos jovens, aos adultos, idosos, animais, etc? E quanto aos acidentes e atropelamentos, será que de fato são fatalidades, como alguns pensam? Ou são eventos reveladores da nossa forma violenta de viver? Já paramos para pensar porque não há investimento no transporte público? Isto seria importante para modificar nossos hábitos ou não? http://www.mobilidadepiracicaba.blogspot.com/

Bom dia!

Ao fazer compras em um supermercado, ao entrar numa padaria, ao caminhar por um parque ou clube, percebemos e observamos o quanto é difícil – senão impossível – as pessoas se olharem e apenas dizerem “bom dia!”. Esta refinada educação, tão simples quanto elegante, é objeto do mais absoluto desprezo nos dias atuais, já que, afinal, reina o mandamento máximo de que o outro não existe. Nossa individualidade tornou-se individualismo, nossa necessidade de afirmação social transformou-se em narcisismo. Não é a toa que se criam cursos e mais cursos de etiqueta, quem sabe buscando algum resgate daquilo que, em outra época, foi considerado adequado para se viver em grupo e compartilhar o mesmo espaço. Richard Sennett discorre maravilhosamente sobre o assunto, em seu livro O Declínio do Homem Público.

Simplicidade

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"Não quero o brilho das jóias raras Quero a rudeza tosca da pedra escondida no meio do campo perdida entre as florinhas do mato. Só alguém que estiver olhando e andando bem devagar pra me encontrar E com paciência e cuidado se dedicar ao trabalho de me lapidar Pra talvez algum brilho aparecer... ou então simplesmente em mim poder descansar..." Ana Paterniani

Violência no trânsito

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A violência no trânsito revela o quanto não mais sabemos conviver em espaços públicos. Antes invisível, agora os atropelamentos e acidentes têm chamado mais atenção, gerando discussões na mídia. Como o poder público, em geral, não se mobiliza, criando campanhas educativas e investindo no transporte público, somos nós, cidadãos, que precisamos agir. Algumas cidades do país, como Santos, Brasília e recentemente São Paulo, contam com o apoio da prefeitura. Na maior parte do Brasil, no entanto, infelizmente as iniciativas são mínimas, seja de caráter público ou privado. Os acidentes de trânsito não são fatalidades, pelo menos em sua grande maioria. Faço parte da "turma" que já perdeu alguém atropelado e que tem parentes com seqüelas. Acho que somos muitos... Ou não?