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Cinema e subjetividade

Refletir sobre a possível função terapêutica do cinema, nos dias de hoje, é algo que considero muito interessante, posto que vivemos em um mundo controlado por imagens. A imagem produzida pelo cinema tem suas especificidades. Quando entramos nesta sala escura, sabemos que, emocionados ou não, sobreviveremos fisicamente. A distância entre nós e o quadro no qual uma narrativa se desenvolve é determinante, bem como confortável. Estamos protegidos dos ataques, das balas, das mortes, do horror, da doença ou da fome. O mesmo não se pode dizer quanto a nossa subjetividade. Penetramos o filme, permitindo que ele se instale em nós e nem sempre dele saímos inteiros. É possível, então, que alguma nova intensidade comece a fazer parte de nossas vidas, nosso olhar para o mundo, nossos relacionamentos. Nessa nova intensidade sonhamos, imaginamos, tocamos o irreal e o tornamos quase real, com freqüência solitariamente, em nossa mais profunda e intocável intimidade. Alguém poderia afirm...

Amizade em poesia

Não é o dia da amizade, mas para comemorar novos encontros e conquistas, publico a tradução da maravilhosa letra da canção L'amitié ( 1965 ), que foi tema do filme As Invasões Bárbaras, digno de ser contemplado. “Muitos de meus amigos vieram das nuvens, com o sol e a chuva como bagagem. Fizeram a estação da amizade sincera, a mais bela das quatro estações da terra. Têm a doçura das mais belas paisagens e a fidelidade dos pássaros migradores. Em seu coração está gravada uma ternura infinita, Mas, as vezes, uma tristeza aparece em seus olhos. Então, vêm se aquecer comigo e você também virá. Poderá retornar às nuvens e sorrir de novo a outros rostos, Distribuir à sua volta um pouco da sua ternura Quando alguém quiser esconder sua tristeza. Como não sabemos o que a vida nos dá, Talvez eu não seja mais ninguém. Se me resta um amigo que realmente me compreenda, Me esquecerei das lágrimas e penas. Então, talvez eu vá até você aquecer Meu coração com sua chama." Vale a pena ouvir a mú...

Escola para Pais

Palestra Bullying na Escola Programa Escola para Pais Unimed Medicina Preventiva - Piracicaba 25/08 - 19:00 h Local: Anfiteatro do Hospital Unimed Rua São João, 267 Palestrante: Andrea R. Martins Corrêa

Congresso: Tempo para o Tempo

De 3 a 7 de Setembro, em Águas de Lindóia/SP, ocorrerá o 17 Congresso Brasileiro de Psicodrama e 1 Latino Americano de Psicoterapia de Grupo e Processos Grupais. O tema deste grande encontro - que já vem se realizando virtualmente há cerca de 1 ano e meio - é Tempo para o Tempo, buscando refletir e discutir questões importantes do mundo contemporâneo, tais como: a relação do ser humano com o tempo, os sintomas produzidos pela extrema velocidade do cotidiano, a necessidade urgente de criarmos novas práticas e teorias para lidar com a vida moderna. http://www.cbpfebrap.com.br/ http://www.conexoes2010.ning.com/

A polêmica das "palmadas educativas"

Dividindo opiniões entre especialistas, educadores e pais, a modificação no Estatuto da Criança e do Adolescente, proposta pelo governo federal, visa proteger as crianças daquilo que se convencionou chamar de “palmadas educativas”, incluindo beliscões e tapas leves. Em função da tradição secular do sistema educacional, que impera na maior parte dos países e das culturas, é considerada natural a conduta de bater nos filhos com a finalidade de educá-los. Tal forma de educação só vem sendo questionada nas últimas décadas, com muita resistência. Mesmo países europeus, mais avançados do que o Brasil, permitem o castigo físico. Obviamente, é fato constatado que torturas psicológicas, como humilhações, ofensas e xingamentos, diários ou ocasionais, podem ser tão destrutivos quanto a violência física de determinados lares. Mas não se trata, neste momento, de discutir o que é mais ou menos nocivo para o desenvolvimento de uma criança, se é o castigo físico ou emocional. Talvez seja importante t...

Espaço público: um novo olhar

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Basta um pequeno passeio a pé ou de bicicleta, aos arredores do próprio bairro, para quebrar a rotina das janelinhas e descobrir a cidade na qual habitamos. Cidade que não conhecemos, que não sentimos, que pouco vemos. Habituados que estamos a andar de carro ou ônibus, não desfrutamos da liberdade que existe em, por exemplo, pedalar uma bicicleta, como as crianças naturalmente desejam fazer. É certo que nos arriscamos quando vamos às ruas, tão pequenos e insignificantes humanos, frente às enormes máquinas de velocidade, fábricas ambulantes de mortes estúpidas e horrorosas. Mas as ruas precisam de nós, as calçadas precisam de nós, as praças e os pátios, os jardins, as pontes e os rios solicitam o nosso olhar e nossa presença, inteira. São todos personagens de nossas vidas, mesmo que não prestemos atenção. Quem sabe se nos dispusermos um pouquinho mais, começarmos devagar, experimentando, buscando algum prazer em uma forma diferente de estar, tão somente, no que um dia designamos como es...

Reflexões sobre o bullying

Um dos temas mais discutidos em nossa sociedade, atualmente, diz respeito à prática de intimidação e perseguição realizada por um grupo de pessoas, contra uma outra pessoa, em geral sozinha e indefesa. Há uma série de estudos desenvolvidos pelo mundo todo acerca do que tem sido denominado o "fenômeno bullying" . Muito interessante perceber que o tal "fenômeno" vem ganhando repercussão na medida em que envolve diretamente a convivência escolar das crianças e adolescentes. Afirma-se que sua maior freqüência ocorre entre os meninos de 11 a 15 anos, não desprezando uma alta incidência entre as meninas também. São situações típicas e comuns, nas quais as humilhações, sutis, são encaradas como brincadeiras e não como agressões. Apelidos, fofocas, e-mails, fotos em celulares e até violência física são formas de praticar o bullying, gerando constrangimento, vergonha, culpa e medo na vítima, uma pessoa como outra qualquer, que é considerada diferente pelos seus agressores. ...