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Pais e Filhos: tempo de crescer

Proporcionar novas alternativas de diálogo entre pais e filhos adolescentes, através do Psicodrama, foi o objetivo de um Encontro interessante, dirigido aos participantes do Programa de Medicina Preventiva da Unimed Piracicaba. Algumas reflexões, partilhadas entre os pais e os filhos presentes, podem ser registradas neste espaço. Em primeiro lugar é fato que, no mundo contemporâneo, há uma ausência quase completa de tempo para estarmos com nossos filhos, inteiros, integrados no vínculo e espontaneamente. Tomados pelo excesso de pragmatismo e utilitarismo, criamos poucos espaços verdadeiros e importantes de troca afetiva, de diálogo sincero, de compreensão e prazer. Perdemos, assim, a oportunidade de nos perceber uns aos outros, de tomar contato com nossas próprias necessidades e as dos nossos filhos. Queremos muito falar e ser ouvidos, tanto quanto eles, mas temos dificuldades para escutá-los em seus desejos e cultivar, desta maneira, uma forma de comunicação mais livre, direta e sensa...

Psicodrama: encontros possíveis

O encontro entre as pessoas é ainda a melhor forma de nos sentirmos humanos e vivos. Ou não? Os novos meios de comunicação e tecnologia podem ajudar, mas não promovem tanta sinergia quanto olharmos uns nos olhos dos outros, diretamente. Creio que seja por isso, pela ausência de encontros, que muitas vezes nos sentimos tão sozinhos e isolados. E é também por isso que, quando participamos de encontros interessantes, sejam eles eventos programados, oficializados ou, ao contrário, reuniões ao acaso, acabamos por nos sentir mais felizes e integrados. Dedico estas poucas linhas ao V Simpósio das Entidades Filantrópicas de Piracicaba , realizado no dia 8/04, no qual tive a oportunidade de coordenar uma oficina denominada Psicodrama e a Criança Pequena, voltada para educadores. Junto a estes educadores comprometidos, foi possível experimentar e conhecer mais intensamente o universo da criança pequena para, então, compreendê-la e acolhê-la em suas necessidades, principalmente no que diz respeit...

A Criança e a TV

O meio de comunicação de massa mais difundido em nossa sociedade, apesar do avanço da Internet, ainda é a televisão. Mesmo com todas as suas deficiências, é fato que os programas televisivos ampliam o acesso à informação. No entanto, precisamos começar a nos perguntar: Como nossas crianças têm sido tratadas pelos produtores de televisão? Quais valores humanos, éticos e morais são difundidos e legitimados nas novelas e nos desenhos? A TV respeita o Estatuto da Criança e do Adolescente, que garante o direito à proteção frente aos meios de comunicação? Atualmente convivemos com crianças pequenas, de 3 ou 4 anos - que deveriam estar vivendo intensamente a fase da fantasia, o desenvolvimento da criatividade -, imitando cenas eróticas de novelas e gestos agressivos de desenhos. Convivemos com crianças maiores que pedem celulares e carros de presente, invadidas por um consumo adulto totalmente inadequado. Ou não? É bom para uma menina de 6 anos desejar "colorir com tinta" os seus ca...

Imagens e Estereótipos Femininos

Refletir sobre o papel da mulher na atualidade exige grande exercício de sensibilidade e honestidade. Em geral, é muito difícil nos descolarmos dos apelos da mídia, que ora engrandece uma mulher absolutamente idealizada, ora destrói essa mesma mulher. Vale a pena checarmos os Suplementos Femininos dos grandes jornais impressos ou das revistas de moda para constatarmos algumas imagens: a figura feminina reduzida a produtos de beleza, a malhação e calorias, a cabelos sedosos, cintura fina e pele suave. Obviamente que tal mercantilização do ser humano não se restringe à mulher, estendendo-se também aos homens, crianças e às diversas minorias. Tudo está à venda atualmente, com belas embalagens e muita sedução, algo que somente um marketing competente, por vezes nada ético, poderia criar. Mas será que temos que nos encaixar nos rótulos e estereótipos propostos por outros? Para que? Será que percebemos o quanto estamos envolvidos nessa rede de imagens e valores que mais nos aprisiona do que ...

Tributo ao Dia da Mulher

Versos livres ao amor por Ana Marly de Oliveira Jacobino A mais bonita história de amor ainda não foi publicada escrevo em versos livres a experiência de ser mulher. Revisito o seu ventre, dormitório da vida. E, agora neste mundo, mágico de criança os livros companheiros entretém e ensinam. Brinco de tudo saber sem saber que não sei. Sua imagem amada interage na minha vida aplaca os meus temores reconforta a minha alma. Mulher de mil e uma orações dos mil e um benzimentos. Dos quebrantos e mal olhados. Mulher camponesa Mulher esposa Mulher imigrante. Sem teto e sem voz arcada pela lida do campo Plantando sementes no solo e no ventre repleta de amor fiel depositária do gérmen da vida.

Fórum Internacional Criança e Consumo

Ocorrerá em março, entre os dias 16 e 18, o 3° Fórum Internacional Criança e Consumo, no Itaú Cultural, SP. O evento será transmitido pela Internet, posto que as inscrições já estão esgotadas. No site http://www.forumcec.org.br/ há informações sobre a programação e os palestrantes. "Neste ano, o debate propõe uma reflexão mais ampla de como a violação dos direitos da criança e o hiperconsumismo desencadeiam problemas ambientais, econômicos e sociais. Também será contemplada a diminuição das brincadeiras criativas, essenciais ao desenvolvimento humano." Para todos os que se preocupam com a infância, imperdível a discussão !

Relações Familiares: O Casamento de Rachel

Muitas são as obras de arte que discutem o tema família. Poderíamos enumerar diversos filmes absolutamente interessantes e imperdíveis, de nacionalidades diferentes. Porém, O Casamento de Rachel, de Jonathan Demme, americano, lançado em 2008 e exibido nos cinemas brasileiros em 2009, é surpreendente. Trata-se de um filme que abre várias possibilidades de discussão, desde a dependência das drogas até o significado de um ritual de casamento. É este ritual que organiza toda a ação do filme e propicia o reencontro de uma família, digamos assim, disfuncional e trágica. As relações entre pai, filhas, mãe, irmãs e outros personagens são marcadas por uma tensão incômoda, que nos faz refletir sobre nossos próprios relacionamentos familiares, sobre coisas que gostaríamos de dizer e não dizemos, sobre sentimentos que temos uns com os outros e não revelamos, sobre a enorme dificuldade de nos comunicar... ouvindo e falando de forma espontânea, por exemplo. Kim ( Anne Hathaway ) é a irmã e filha que...