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Em Cena: dificuldades na escola

É um menino inteligente, mas aos olhos dos adultos, não parece. Sabe levantar pipa, jogar bolinha de gude, andar de bicicleta, desenhar. Mas não gosta de ficar parado, pensando. Quando assiste TV, movimenta-se feito macaco no sofá. Quando faz tarefas de escola, não consegue se concentrar. Todos reclamam de sua agitação. Sua principal cuidadora é a avó, com quem ele briga o tempo todo. Os pais ficam fora, trabalhando. Na escola, ele quer brincar. Tem 7 anos. É difícil ficar na carteira, prestando atenção na aula. A professora reclama, os amigos o querem bem. Alguns se chateiam, outros tentam ajudá-lo nas lições. Certo dia, a professora propõe um jogo diferente, que ele, com muita imaginação, já conhece e domina. É então que todos se surpreendem com as desconhecidas habilidades do menino. Esta pequena história foi vivenciada por alguns ( ou muitos? ) educadores, na vida real e na ficção do palco psicodramático. Talvez ela possa nos ajudar a prestar mais atenção nas diversas capacidades q...

Agentes do Brincar

No sentido de valorizar a criança como sujeito, um ser que pensa, sente e cria, não apenas um objeto de nossa época, apóio neste espaço iniciativas que promovem a cultura da infância. Por isso, registro abaixo o projeto Agentes do Brincar, que vem sendo divulgado pelo movimento Aliança pela Infância. A Cooperapic e a United Way Brasil convidam para participar do projeto educativo Agentes do Brincar que será desenvolvido em parceria com a IPA Brasil Associação Brasileira pelo Direito de Brincar e apoio da Uni Ítalo. Este projeto tem como eixo principal o reconhecimento e a valorização do brincar e das atividades lúdicas como primordiais para o desenvolvimento infantil. O Agentes do Brincar tem por objetivo facilitar o aprendizado e a descoberta da importância do brincar, utilizando a metodologia da Ludoeducação, pois possibilita o desenvolvimento de ações sócio-culturais e lúdicas, utilizada para desencadear processos de educação não-formal com a finalidade de suprir novas necessidades ...

Convite: Diálogos Educativos

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Escolher um tema para discutir e propor vivências grupais é algo extremamente difícil, principalmente quando diz respeito a todo o universo que envolve crianças, adolescentes, pais e professores. O tema Dificuldades na Escola é bastante pertinente devido ao número de situações que acompanhamos cotidianamente, envolvendo as duas instituições, família e escola. Fobia escolar, agressividade, stress, problemas de aprendizagem, conflitos de relacionamento e indisciplina são apenas algumas das freqüentes queixas proferidas por todos os atores mencionados: crianças, pais e professores. Buscar alternativas para compreender estas questões, para refletir sobre elas através do diálogo e do conhecimento, pode ser um caminho interessante que exige, porém, disponibilidade e abertura a novas percepções. Temos ou não tal responsabilidade? É possível que sim, que cada um de nós, dentro do seu papel - tal como no teatro -, seja responsável pela sua própria atuação, participando também da atuação do out...

Cultura e Identidade

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Brichos ( www.brichos.com.br ) é um desenho animado nacional, dirigido por Paulo Munhoz e Antonio Éder, de classificação livre, com 77 minutos de duração. Foi exibido nos cinemas a partir de 2006 e está disponível para compra em DVD, junto com o livro, obra literária em quadrinhos . O filme é o primeiro longa metragem paranaense de animação, apresentando ao público uma história muito interessante, na qual os personagens principais - Tales, Jairzinho e Bandeira, filhotes de jaguar, quati e tamanduá - aprendem a lidar com seus conflitos de identidade, pesquisando as origens de seus familiares e criando, assim, novas relações entre pais, filhos, professores e alunos. Em entrevista, o diretor Paulo Munhoz afirmou que a criação do filme teve como ponto de partida a fauna brasileira, desvalorizada por nós e pelas diversas mídias que fazem parte de nosso cotidiano. Devido a uma série de condicionamentos sociais, em geral achamos mais interessantes filmes, desenhos e outros produtos que vêm ...

Dos vínculos nossos de cada dia, um pouco de poesia...

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Nas ondas do mar, que vão e vêm ininterruptamente, residem as palavras que compõem canções de textos descontínuos, abertos a possibilidades, dispostos a olhares múltiplos. Melodia nem sempre terna, as vezes melancólica ou rancorosa... essas canções que buscam, contudo, a beleza da dor. Entre pais e filhos, entre homens e mulheres, entre amigos e inimigos, não poderia ser diferente: a música revela-se ora serena, ora tempestuosa, marcando compassos de ritmos por vezes irreconhecíveis. Não é possível dar conta. O movimento das ondas jamais será interrompido, mas nós podemos contemplá-las e, se quisermos, nelas mergulhar para, quem sabe, encontrar algumas conchas preciosas. Conchas de vida, conchas coloridas ou solitárias que então podemos guardar para nós, apenas por um tempo... Em outro tempo, corajosamente precisamos devolvê-las ao mar. Se no mar mergulhamos - incerto, louco, sem direção, indo e vindo com as ondas que dele fazem parte -, experimentamos o acaso, o ir e vir, as vezes cíc...

Adolescência: partilhando a solidão

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É preciso olhar com mais cuidado para nossos adolescentes. Temos muitas informações sobre adolescência: uma fase de mudanças, de novas referências, de grupalização, de enfrentamento e timidez ao mesmo tempo, de encantamento com a sexualidade, de desejos e frustrações intensas. Apesar disso - ou até por isso -, não sabemos como lidar, como escutar ou mesmo falar com os adolescentes. É urgente a necessidade de se criar canais de comunicação, incentivando os adolescentes a dizerem como vêem o mundo e o que dele esperam, como sentem a vida e o que pensam do futuro, como vivenciam as relações de amizade e de paixão. Através de diversos tipos de grupos, seja na escola, na academia, na balada ou em família, os adolescentes criam uma forma própria de se comunicar, que não prescinde, no entanto, da atenção e do acompanhamento dos adultos. Podemos e devemos tentar compreendê-los, mantendo-nos perto e longe, firmes e afetivos, fortes e frágeis. Muitas vezes cobramos dos adolescentes posturas mais...

Orientação: o papel dos pais

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Em nossos tempos, também a educação tornou-se um produto a ser vendido, consumido ou terceirizado. Muitos pais, inclusive, estão confusos frente a ausência de parâmetros para educar seus filhos. É preciso saber, no entanto, que filhos necessitam de pais presentes e disponíveis, desempenhando, tanto quanto possível, o papel que lhes cabe. · A relação com os filhos deve ser pautada na autoridade: podemos ser amigos, e é desejável que sejamos tolerantes e pacienciosos, mas também devemos ser firmes e assumir o nosso papel de orientador e guia. · Compete em primeiro lugar aos pais ensinarem as regras básicas de convivência humana: valores como respeito, disciplina, educação e colaboração precisam ser resgatados. · Todos os pais deveriam refletir sobre o que querem para seus próprios filhos: como desejam que eles se comportem, que valores gostariam que tivessem e em que mundo poderiam viver; a educação deve ser baseada nesses princípios, e não no que diz e oferece a televisão. · Permitir qu...