Nesta data de Finados, compartilho o belíssimo texto de Eliana Rezende: A morte nossa de cada dia. Escritora, Historiadora, Professora Universitária e Consultora em Gestão da Informação, Eliana contribui com uma importante reflexão sobre a vida, a nossa existência cotidiana e a morte. A morte nossa de cada dia Por Eliana Rezende http://eliana-rezende.com.br/ http://pensadosatinta.blogspot.com.br/ Quantas mortes cotidianas, pequenas, miúdas somos capazes de acumular em uma existência inteira? Morremos a cada grande decepção, de tédio, de medo, de desejos, por ausências, por faltas, arrependimentos, anseios, despedidas e até de vergonha! Estranho pensar que as pessoas, em geral, temem tanto sua morte derradeira e final, aquela que consome a carne, remove o oxigênio e paralisa células e coração, e se esquece que passa uma vida inteira aprendendo a morrer, deixar, desapegar, abandonar... ser deixado, largado e abandonado, preterido e até esquecid...