A polêmica das "palmadas educativas"
Dividindo opiniões entre especialistas, educadores e pais, a modificação no Estatuto da Criança e do Adolescente, proposta pelo governo federal, visa proteger as crianças daquilo que se convencionou chamar de “palmadas educativas”, incluindo beliscões e tapas leves. Em função da tradição secular do sistema educacional, que impera na maior parte dos países e das culturas, é considerada natural a conduta de bater nos filhos com a finalidade de educá-los. Tal forma de educação só vem sendo questionada nas últimas décadas, com muita resistência. Mesmo países europeus, mais avançados do que o Brasil, permitem o castigo físico. Obviamente, é fato constatado que torturas psicológicas, como humilhações, ofensas e xingamentos, diários ou ocasionais, podem ser tão destrutivos quanto a violência física de determinados lares. Mas não se trata, neste momento, de discutir o que é mais ou menos nocivo para o desenvolvimento de uma criança, se é o castigo físico ou emocional. Talvez seja importante t...