quarta-feira, 23 de julho de 2014

Aprender com a dor: por que não?



Atualmente temos compartilhado uma visão de mundo na qual a euforia tornou-se um estado emocional cultuado e dignificado, considerado como um conceito ou um critério que define a felicidade. Estar feliz é estar eufórico, combater a tristeza e a melancolia a todo custo, como se fosse possível vivermos nesse universo delirantemente cor de rosa, sem dores, sem perdas, fracassos e sofrimentos por vezes terríveis.

Aprendemos, e muito bem, a negar tudo o que possa nos fazer sofrer, desde uma simples angústia que não conseguimos nomear até um insuportável luto pela morte de alguém que amamos muito. Somos, dessa maneira, levados a viver uma espécie de "anestesia geral" dos nossos próprios sentimentos, especialmente frente à dor do outro e à nossa. Vamos nos transformando em seres indiferentes, conosco e com as pessoas ao redor, quase não distinguindo mais as diversas possibilidades que temos para sentir a vida: ora amiga e acolhedora, quem sabe feliz, ora triste e lamentável. 

O sofrimento também faz parte da vida, bem como a morte. Compreender isso não como sacrifício e expiação, mas como aprendizagem, nos ajudaria a encontrar perspectivas mais criativas para lidar com situações adversas, que muitas vezes não escolhemos.

  

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Lei Menino Bernardo



Já está em vigor a lei que proíbe castigos físicos na educação de nossas crianças e adolescentes, denominada Lei Menino Bernardo. 

"A lei determina que crianças e adolescentes sejam educados sem o uso de castigos físicos ou tratamento cruel ou degradante (que humilha, ameaça gravemente ou ridiculariza), como formas de correção, disciplina ou educação." Conselho Regional de Psicologia.

Após grande polêmica, a Lei número 13.010 foi aprovada e sancionada pela presidenta, alterando inclusive um artigo do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Diversos profissionais e instituições de direitos humanos comemoraram a decisão, considerando-a um grande avanço. 
Simultaneamente a esta nova legislação, mais civilizada, é preciso criar condições para o desenvolvimento de uma outra cultura, que não a cultura da violência na qual estamos inseridos. Isto sim é um enorme desafio em um mundo que escolhe frequentemente resolver conflitos através de armas e guerras!


Confira a lei na íntegra:  

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Indicações de leitura sobre Adolescência


Para pais e educadores, alguns livros interessantes, dentre muitos outros!



- Adolescentes na Era Digital - Lidia Aratangy - Ed. Benvirá.

- Doces Venenos: Conversas e Desconversas sobre Drogas - Lidia Aratangy - Ed. Olho d água.

- O que é Adolescência - Daniel Becker - Primeiros passo - Ed. Brasiliense.

- E aí? Cartas aos adolescentes e a seus pais - Rubem Alves - Ed. Papirus.

- Comportamento Sexual em Debate - Org. Marcia Kupstas - Ed. Moderna.

- Conversando sobre Sexo - Marta Suplicy - Ed. Vozes.

- Conversando com seu filho adolescente sobre sexo - Marcos Ribeiro - Ed. Planeta.


terça-feira, 1 de julho de 2014