quarta-feira, 27 de abril de 2016

Nota de Repúdio: Conselhos de Psicologia


"Tendo por base e por instrumento de orientação nosso Código de Ética do Profissional e legislações a ele atreladas, as Comissões de Direitos Humanos, 
dos diversos regionais que aqui subscrevem, 
ao lado de outras entidades da Psicologia, 
manifestam seu repúdio e exigem as mais urgentes reações 
do sistema de acesso à justiça."

Os Conselhos de Psicologia e outras entidades publicam uma Nota de Repúdio em relação às declarações do Deputado Jair Bolsonaro, homenageando torturadores do antigo regime militar brasileiro, portanto apoiando medidas que constituem regimes de estado de exceção.

Todos sabemos o que ocorreu entre 1964 e 1985, durante o período de um dos mais cruéis golpes de estado brasileiro. Não é possível, enquanto ser humano digno, enquanto cidadã e enquanto profissional da área de ciências humanas, calar nosso pensamento, nossa indignação e horror diante de manifestações tão absurdas. 

Em pleno século XXI, a tortura permanece uma prática comum - embora criminosa -, no mundo todo, não apenas no Brasil. Basta acompanhar o trabalho da Anistia Internacional (https://anistia.org.br/) para ter notícia de tamanha crueldade e incivilidade. É preciso, por isso mesmo, que nos posicionemos claramente contra crimes desta natureza.

Iludem-se aqueles que concordam com a tortura - sempre para os outros, diga-se de passagem -, esquecendo-se de que, ao endossar violações como essa, não é possível garantir que as próximas vítimas não sejam os próprios familiares e amigos.

Fiquemos atentos, tortura nunca mais! Preservemos o estado de direito e a democracia, nossos filhos merecem!





















Tortura Nunca Mais: livro que relata como atuava o aparelho repressivo civil militar, 
listando os principais torturadores dos porões da ditadura.



O Diário de Guantánamo: escrito por um dos detentos do campo de Guantánamo, descreve os métodos de tortura praticados criminosamente pelos EUA no século XXI.

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