quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Malala - Uma menina entre muitas



Nesta semana tão importante em que se comemorou o Dia Internacional dos Direitos Humanos - 10 de Dezembro -, este vídeo circula o mundo para proclamar o direito de nossas meninas à educação.
Em homenagem à Malala Yousafzai, vencedora do Prêmio Nobel da Paz 2014, mais de 40 meninas reproduziram um dos seus discursos.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

A Felicidade não se engole


A Felicidade não se engole...
Não se engole, não se consome, não se compra? Será mesmo?
Tem certeza que a felicidade não está no seu carro novo, na sua roupa de marca, no antidepressivo que o médico receitou, no açúcar que você tanto adora, no celular do momento, na nota da prova, na viagem do ano? Será mesmo?
Todos dizem que está!

Ah, a felicidade... o que será isso?
É um sentimento, é um “estado de alma”, um elogio a si mesmo, uma euforia partilhada com os outros, ou uma coisa que se possui e se adquire, uma espécie de poder que precisa ser exercitado e exibido?
Sim, como no facebook! Falar com todo mundo o tempo todo, estar conectado, mostrar o quanto "sou lindo e tudo o que conquisto”. Será isso a felicidade? Se estou no facebook estou feliz?

As vezes nem tanto. Além do facebook, para "ficar feliz”, de vez em quando “preciso de uns comprimidos que eliminam aquele vazio, uma coisa estranha, meio deprê, um negócio que acaba com a autoestima, com minha vontade de ficar ligado”. Mas a tecnologia já não “venceu” a angústia humana? Não, sim, será?!

Um surpreendente grupo de adolescentes do ensino fundamental II de Piracicaba (Escola COOPEP), na Mostra Estudantil de Teatro apresentada em novembro/2014, compartilhou com o público esses questionamentos filosóficos existenciais, absolutamente contemporâneos. O próprio nome do grupo já é revelador: O Grito, dirigido por Rodrigo Polla.

Pois bem, O Grito nos coloca frente a frente com a realidade que estamos vivendo, concreta e virtualmente. Através de uma estética muito interessante, com cenas de intensidade dramática que o próprio grupo criou, convoca-nos para uma reflexão pertinente e criativa, muito além daquela que normalmente se espera dos adolescentes de 12 a 14 anos.

Em um mundo onde reinam os clichês, os artifícios rasos de quem não lê quase nada e pensa que sabe alguma coisa; um mundo composto de tecnologias móveis que não auxiliam no desenvolvimento da reflexão mais aprofundada; neste mundo onde é proibido sentir angústia e frustração, encontramos jovens, educadores e escolas empenhadas em transformar a sociedade.

Para dizer o mínimo, emocionante, animador e esperançoso.
Mais do que isso, a peça nos motiva a ler obras de grandes pensadores, como Walter Benjamin, Michel Foucault e Aldous Huxley (Admirável Mundo Novo), bem como a assistir belíssimos filmes, como por exemplo Gattaca - A Experiência Genética (Andrew Niccol EUA/1997). Que tal?


NOTA: A felicidade, a meu ver, por vezes pode ser apenas isso: arte e reflexão de pessoas tão jovens questionando a vida, porque a vida merece!