segunda-feira, 31 de março de 2014

Pelo resgate da memória e da história




Nunca se falou tanto sobre o golpe civil militar de 1964. Portanto, estamos vivendo um momento ímpar, no qual o resgate da nossa própria história e memória é de extrema importância. Somos sujeitos históricos, nossa subjetividade é construída socialmente. 
Nas palavras de Pilar Calveiro, sobrevivente da ditadura argentina e autora do livro Poder e Desaparecimento - os campos de concentração na Argentina (Boitempo Editorial):

"As sociedades têm uma enorme capacidade de memória que está aflorando de diferentes maneiras. É uma memória das dores e das violências vividas, mas também é das resistências e dos medos. Se lhe damos um lugar, essa memória traz consigo um aprendizado político muito grande. É uma bobagem ter medo dela, porque o que foi vivido, na medida em que se transmite e se converte em experiência, dá a possibilidade de elaborá-lo coletivamente para construir outra coisa. Nossas democracias necessitam das práticas de memória."

Essas "práticas de memória", que se arranjam e se configuram principalmente em grupos, em movimentos sociais ou em narrativas familiares, são as possibilidades criativas que temos para construir uma vida mais saudável e menos autoritária.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Sexualidade Infantil: indicações para leitura


Em função da palestra realizada para pais e professores da Escola COOPEP Piracicaba, em março, apresento uma pequena bibliografia sobre sexualidade infantil, que pode contribuir com todos aqueles que se interessam pelo assunto.



  •  Guia de Orientação Sexual – Diretrizes e metodologias. Vários autores. Ed. Casa do Psicólogo. 
  • As Crianças Querem Saber, e Agora? Moacir Costa, Maria das Graças F. Augusto e Sandra M. Paladino. Ed. Casa do Psicólogo.
  • Papai, Mamãe e Eu. Marta Suplicy. Ed. FTD.
  • Infância & Educação: era uma vez... quer que conte outra vez? S. M. Corazza. Ed. Vozes.
  • O Planeta Eu – Conversando Sobre Sexo. Liliana Iacocca. Ed. Ática.
  • Mamãe, como eu nasci? Marcos Ribeiro. Ed. Moderna. 
  • De Onde Vêm os Bebês? Andrew Andry. Ed. José Olympio.
  • http://revista.hupe.uerj.br/detalhe_artigo.asp?id=105 Geração Digital: Riscos das Novas Tecnologias para Crianças. Eisenstein e Estefenon.
  • www.kaplan.org.br


Boa leitura!

segunda-feira, 17 de março de 2014

Sexualidade Infantil - Orientação


Essas são considerações que objetivam responder algumas dúvidas de pais e educadores.

AS PERGUNTAS DAS CRIANÇAS

  · A curiosidade sexual infantil é absolutamente natural e faz parte do interesse da criança por seu próprio corpo e pelas coisas do mundo: uma criança saudável pergunta sobre tudo, pode achar graça em qualquer coisa e em geral gosta muito de aprender.
  · Com 3 ou 4 anos as crianças começam a ficar curiosas sobre o próprio corpo: percebem as diferenças entre os sexos e fazem perguntas que podem nos deixar constrangidos.
   ·   Ao responder as perguntas das crianças sobre sexualidade estamos lhes oferecendo segurança e carinho, diminuindo assim a angústia que sentem com aquilo que ainda não conhecem e não compreendem.
  · Não é preciso fazer discursos para orientar adequadamente uma criança: o que importa na educação sexual é o acolhimento, a afetividade, o modelo dos pais, o carinho que têm entre si, a forma como se falam e se comunicam.
  · Desde pequenina a criança possui certa intuição sobre o sexo: é como se “soubesse de tudo” sem saber exatamente de nada... Responder às suas curiosidades com bom senso, amor e respeito, paulatinamente, no dia-a-dia da convivência é o caminho mais recomendado.

AS BRINCADEIRAS SEXUAIS
·   Muitos pais ficam assustados ao observar algumas brincadeiras sexuais que os filhos fazem: tocar o próprio genital ou o do colega, exibir o sexo para os amigos, espiar a nudez de outras pessoas. Dependendo da idade da criança e do tipo da brincadeira, a preocupação dos pais pode proceder ou não. Uma criança pequena que manipula o próprio sexo, por exemplo, está desenvolvendo uma atitude saudável e não deve ser censurada, tampouco estimulada continuamente.
·   As brincadeiras sexuais infantis sempre existiram, mas em cada época elas se manifestam de formas diferentes. Atualmente as crianças gostam muito de imitar o que veem na TV e nos sites da Internet, mesmo que ainda não compreendam o que se passa. Outras brincadeiras, no entanto, aprendidas e desenvolvidas no contato entre as próprias crianças, são mais criativas e interessantes (brincar de casinha, de médico e de cavalinho, por exemplo).
· Uma brincadeira sexual entre crianças é saudável quando é motivada pela curiosidade e possibilita a descoberta do próprio corpo, sem oferecer riscos ou ameaças que geram constrangimentos e exposição da criança.
·   Entre crianças e adultos e crianças de faixa etária diferente não deve haver brincadeira sexual. 

A RESPONSABILIDADE DOS PAIS
·   A educação sexual da criança é algo que compete aos pais em primeiro lugar: é preciso orientar os filhos, através do próprio exemplo, sobre como desenvolver atitudes positivas e responsáveis em relação à sexualidade.
·   A sexualidade faz parte da intimidade, portanto é o exercício da intimidade dos pais que ensina a criança a ter respeito por si mesma e pelos outros.
·   Evitar a exposição excessiva das crianças à programas de TV e Internet, com apelo sexual, é uma responsabilidade de todos os pais, pois protege os filhos de estímulos eróticos que podem comprometer o desenvolvimento infantil saudável.


sexta-feira, 14 de março de 2014

Dia da Poesia



Este trecho faz parte da Saudação a Walt Whitman, por Álvaro de Campos,
 heterônimo de Fernando Pessoa.
Nesta data, mais uma homenagem a um grande poeta que enaltece a língua portuguesa 
e acalma nossos frágeis corações.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Juventude e Educação: III Seminário Violar Unicamp

O III Seminário Violar: “Pesquisas sobre Juventudes e Educação” ocorrerá em um formato diferente. Serão diversas mesas-redondas ao longo do ano com o objetivo de refletir temáticas sobre juventude presentes nos estudos dos pesquisadores do Grupo Violar – Laboratório de Estudos sobre Violência, Imaginário e Juventude. E para iniciar esse ciclo de programação convidamos a participar profissionais/estudantes envolvidos com o campo de pesquisa das juventudes e suas múltiplas formas de manifestação e produção de sentidos. 
  
1ª PRIMEIRA MESA-REDONDA 

“JOVENS E CULTURA CONTEMPORÂNEA: EXPERIÊNCIAS EM ESPAÇOS EDUCATIVOS” 
COORDENAÇÃO: Dra. Dirce Djanira Pacheco e Zan (FE-Unicamp) 

DATA: 27 de março de 2014 
HORÁRIO: 14h às 17h 
LOCAL: Salão Nobre da Faculdade de Educação da Unicamp 
  
PESQUISADORES CONVIDADOS: 

“JOVENS E CULTURA CONTEMPORÂNEA: EXPERIÊNCIAS EM ESPAÇOS EDUCATIVOS” 
Dra. Dirce Djanira Pacheco e Zan 
Pedagoga (1991), mestre (1996) e doutora (2005) em Educação pela Universidade Estadual de Campinas. Docente do Departamento de Ensino e Práticas Culturais (DEPRAC) e Coordenadora do Curso de Pedagogia (2013-2015) da Faculdade de Educação da mesma Universidade. É membro da diretoria do CEDES desde 2007 e do Conselho Técnico Científico da Capes/Educação Básica (2011-2014). 
Coordenadora do Grupo de pesquisa “Violar: Laboratório de Estudos sobre Violência, Imaginário e Juventude” da Unicamp. 

“JUVENTUDE E COTIDIANO: AS INTERAÇÕES DO JOVEM COM A ESCOLA EM COMUNIDADES RIBEIRINHAS NA AMAZÔNIA” 
Doutorando Cláudio Gomes da Victoria 
Professor Auxiliar I da Universidade Federal do Amazonas, atuando no Curso Formação de Professores Indígenas - Licenciado em Pedagogia pela Universidade Federal do Amazonas. Mestre em Educação – pela Universidade Federal do Amazonas. Pesquisador do Grupo de pesquisa Formação do (a) educador (a) no contexto amazônico do PPGE/FACED/UFAM e do grupo de pesquisa “Violar: Laboratório de Estudos sobre Violência, Imaginário e Juventude” da Unicamp. 

“A SOCIABILIDADE JUVENIL: O LUGAR DA ESCOLA PARA OS JOVENS DE UMA COMUNIDADE RURAL DA METRÓPOLE DE CAMPINAS” 
Me. Virgilio Paulo da Silva Alves 
Psicólogo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2010) e mestre em educação pela Universidade Estadual de Campinas. 
Pesquisador do grupo de pesquisa “Violar: Laboratório de Estudos sobre Violência, Imaginário e Juventude” da Unicamp. Docente do curso de especialização em Violência Doméstica Contra a Criança e Adolescente da Unisal/Campinas-SP. Assessor Técnico da Fundação FEAC e Consultor do Instituto Apprimore. 
  
INSCRIÇÕES GRATUITAS E MAIS INFORMAÇÕES: 
  
Realização: Laboratório de Estudos sobre Violência, Imaginário e Juventude (Violar/FE-Unicamp).