quinta-feira, 23 de maio de 2013

Literatura e educação: indicações para a sensibilidade


Recentemente me perguntaram a respeito de quais livros poderia indicar para pais e educadores  compreenderem melhor seus filhos, crianças e adolescentes. Sem hesitação, indicaria livros de literatura. 

A literatura nos ajuda a desenvolver a sensibilidade e a compreensão, principalmente em um mundo tão pouco imaginativo e absolutamente pragmático como o nosso. Penso que os pais e profissionais de educação deveriam ler obras literárias, narrativas que misturam ficção e depoimento pessoal sobre crianças, adolescentes e famílias. 

Por exemplo, Os Famosos e os Duendes da Morte, de Ismael Caneppele, que também se transformou em filme e trata da vida de um adolescente numa pacata e fria cidade do sul. A Elegância do Ouriço, de Muriel Barbery, um livro mais filosófico, porém belíssimo para quem deseja entender os questionamentos existenciais do adolescente.Precisamos Falar sobre o Kevin, romance de Lione Shriver, no qual a personagem protagonista (mãe) se pergunta no que errou com o filho assassino.

O Barão das Árvores, de Ítalo Calvino, Infância, de J. M. Coetzee, A História do Pranto, de Allan Pauls, Festa no Covil, de J. Pablo Villalobos, todos abordando, entre outras coisas, as infâncias possíveis, de ontem e de hoje. 
Acrescentaria ainda A Metamorfose, de F. Kafka O Filho Eterno, de Cristóvão Tezza, um livro premiadíssimo que relata a experiência de ser pai de uma criança especial. Meu Pé de Laranja Lima, de J. Mauro de Vasconcelos, também uma obra bela e interessante, recente estréia nos cinemas de todo o Brasil.
E por último, as cartas de Rubem Alves aos pais e seus filhos, no livro E aí? Cartas aos adolescentes e a seus pais. 

Para quem quiser ver o mundo pelos olhos da criança pequena, ler as poesias de Manoel de Barros é uma revelação fascinante. Sem receitas e com muita poesia! 


sábado, 4 de maio de 2013

Primaveras Compartilhadas: arte, filosofia e história

Para os todos os profissionais, principalmente da área de ciências humanas, 
tão importante quanto se qualificar na própria especialidade é a capacidade de integrar 
filosofia e arte. Sem esta integração, estamos condenados a uma prática medíocre.
Fica aqui o registro e o convite para iniciar este percurso.