terça-feira, 26 de março de 2013

Aprendendo com o cinema: notas sobre um filme

O cinema pode proporcionar uma experiência terapêutica? Ou educativa? Alguns estudiosos afirmam que sim. Não é difícil, ao menos, argumentar que certos filmes nos possibilitam reflexões.

A trama amorosa vivida por um casal, no filme Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, revela conflitos e sentimentos que apontam para nossos próprios relacionamentos, de uma maneira poética. Uma garota solar, que se veste de laranja, impulsiva e ansiosa, em contraste com o namorado lunar, sempre de azul escuro, um tanto quanto melancólico e deprimido.

Algo a comentar? Nossas diferenças são complementares? Ou seja, alguém mais agitado precisa e se nutre de um outro mais calmo? Será este um modelo funcional? Para as relações amorosas, não há respostas definitivas, mas talvez haja especulações interessantes.

Quando estamos apaixonados, é fato que não existe qualquer ponto de discórdia ou diferenciação pessoal. Somos iguais e perfeitos um para o outro. Com o passar do tempo, no entanto, somos obrigados a encarar as diferenças e, assim, lidar com nossos próprios vazios. A paixão dá conta do vazio e o preenche, por isso não precisamos de mais nada, a não ser ver ou falar com nossa paixão.

Naquilo que hoje se denomina "amor maduro", a paixão ocupa muito menos espaço na medida em que aprendemos a preencher nossos vazios de outras formas. Precisamos do outro, mas entendemos quando ele não está disponível. Temos expectativas a seu respeito, mas não cobramos o tempo todo que elas sejam cumpridas. Somos capazes de compreender as fragilidades e carências: nossas e do outro, assumindo-as e respeitando-as, sem depositá-las em “mãos mágicas”.

Algumas cenas do filme são encantadoras, tanto no sentido do desvelamento das relações entre os casais quanto na beleza da fotografia e do inusitado roteiro, criado por Charlie Kaufman como uma história de ficção científica. Valeria a pena apagar inofensivamente a existência de quem amamos, porém não mais desejamos em nossas vidas? Será que não corremos o risco de criar ou repetir o mesmo drama com outra pessoa?  

Não tentarei especular. Talvez valha a pena que cada um faça a sua própria investigação, incluindo a arte e o cinema na busca de relações mais saudáveis.

terça-feira, 12 de março de 2013

Filme Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças : poster

Recriando Vínculos Psicoterapia
Construindo vidas saudáveis


Discussão em grupo sobre o filme
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças

Dia 20/03/2013 – Quarta-feira - 20:00h

Aberta à participação de todos os interessados,
mediante inscrições pelo e-mail:

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças é um filme dirigido por Michel Gondry (EUA - 2004), que trata do tema das relações amorosas, apresentando o drama de um casal que sofre por não conseguir se separar. Com um roteiro inserido no universo da ficção científica, o filme tem uma linguagem dinâmica que fala aos jovens e adultos. Será possível apagar alguém da nossa memória através de experiências neurocirúrgicas? Isso não seria desumanizar o ser humano? Por que é tão difícil suportar a lembrança de experiências dolorosas?

OBS: O filme não será exibido durante a discussão.

Coordenação: Andrea R. Martins Corrêa
Psicóloga e Psicoterapeuta

End: Rua Aquilino Pacheco, 1517 - Bairro Alto - Piracicaba/SP
Fone: 3371-9731


sexta-feira, 8 de março de 2013

A mulher e a mídia: debate CFP

Neste Dia Internacional da Mulher, o Conselho Federal de Psicologia promove online um importante debate: Mulher na Mídia - Subjetividade e Cidadania.

“O evento é uma promoção do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e tem como objetivo discutir a presença feminina nos meios de comunicação social e a produção da subjetividade. A transmissão será feita pelo site do CFP, a partir das 19:00 horas.”