terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Sexualidade contemporânea: transformações

A sexualidade diz respeito às diversas formas de prazer que experimentamos com o nosso corpo. Até hoje, na construção das teorias modernas sobre o tema, pensava-se sexualidade como uma questão de identidade, ou seja, o ser humano tenderia a encontrar uma posição fixa e estável no repertório de possibilidades de desenvolvimento de sua sexualidade.

Tanto o conceito tradicional de identidade como de sexualidade vem sendo questionado, propondo-se então novas concepções, influenciadas pela relação do ser humano com a tecnologia. Edvaldo Souza Couto é um pesquisador interessante (UFBA), a partilhar o conceito de pós-sexualidade: numa cultura como a nossa, onde tudo é sexual e erotizado - a mídia, a publicidade em geral, os hábitos impostos às crianças -, o próprio sexo acaba sofrendo um certo esvaziamento, já que se expressa muito mais nos signos e nas mensagens do que na prática dos relacionamentos. 

Algumas pesquisas indicam estar ocorrendo um declínio da atividade sexual corpo a corpo, em detrimento do avanço do sexo virtual. Tudo pode ser feito pela rede agora, através de imagens e sons: as sexualidades não precisam mais do corpo propriamente dito, estão inscritas nas relações virtuais e podem ser experimentadas também dessa maneira, correndo o risco de tornarem-se apenas um bem de consumo como outro qualquer, a proporcionar gozo instantâneo e sem compromisso.

As fronteiras que estabeleciam “zonas de segurança” para a orientação sexual de cada pessoa (antes denominada “opção sexual”) também estão se desfazendo, posto que a própria identidade começa a ser pensada como algo fluido, em constante mutação, em permanente transformação. Podemos ser qualquer coisa assim que quisermos, pois as tecnologias e o mundo digital estão aí para disponibilizar o que aprendemos a desejar.

O modelo da sexualidade contemporânea, portanto, é o da transexualidade, no sentido de transformar, mas o resultado desse processo, obviamente, ainda é imprevisível.

Artigos publicados - Edvaldo Souza Couto:
Políticas do pós-humano: Interfaces dos corpos, das sexualidades e das tecnologias digitais
O Homem-Satélite: Estética e mutações do corpo na sociedade tecnológica

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Revista Brasileira de Psicodrama



O Psicodrama é uma teoria e uma prática fundamentada e em constante movimento. Sua produção mais contemporânea, no Brasil, pode ser pesquisada através da Revista Brasileira de Psicodrama, que comemora 20 anos de publicação.

Os artigos publicados nos últimos anos da Revista podem ser acessados online no link http://pepsic.bvsalud.org/ .

O site da FEBRAP ( Federação Brasileira de Psicodrama ) permanece disponível, apresentando informações importantes para todos aqueles que se interessam em conhecer o Psicodrama.