segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Educação informal: qual o valor da arte?

Atualmente, mais do que nunca, muito se discute sobre a educação formal das crianças e adolescentes: quais os métodos de ensino adequados, quais os conteúdos importantes, como desenvolver competências, como garantir competitividade. Nada se fala, no entanto, sobre a educação informal que a arte, inserida na prática da cultura cotidiana, pode proporcionar.


As crianças são incentivadas a freqüentar o teatro? Assistem peças infantis, vão a museus, bibliotecas e salões, por exemplo? Qual o valor que esta "educação da sensibilidade" tem na sociedade moderna brasileira? Nenhum?


Até onde percebo e acompanho, a vida das pessoas, em geral, é bastante empobrecida neste critério, sejam elas de classe alta ou menos favorecida. Com as crianças e os jovens, não poderia ser diferente: é a tv e a internet que coordenam o tempo livre. Quando muito, o cinema participa de alguns passeios, principalmente por estar nos shoppings e exibir filmes comerciais americanos.


Com certeza, as dificuldades para sair de casa e assistir um espetáculo de música instrumental não são econômicas, pois há muitas opções de qualidade por custo baixo ou mesmo sem custo algum. Talvez o problema seja cultural, isto é, não somos educados para pensar que a arte é tão importante quanto a informática, tão necessária quanto a escola, tão interessante quanto as lanchonetes. É ou não é???







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