sexta-feira, 29 de abril de 2011

Infância consumida: a quem interessa?

Do site Instituto Alana:

"O que está por trás da difusão de produtos que eram restritos ao universo adulto e agora são direcionados também ao público infantil?
Existem milhares de razões para que hoje o mundo viva um processo de infantilização do adulto e de adultização da criança, criando assim uma enorme massa consumidora de produtos e serviços muito semelhantes entre si. No salão de beleza, antes freqüentado por mães, tias e avós, é comum esbarrar com garotas que ainda não entraram na puberdade, mas já se cobrem de maquiagem e ficam paralisadas esperando o esmalte secar.
Fato é que todas essas mudanças são apoiadas por ações de marketing agressivas, como no caso da denúncia recebida pelo Projeto Criança e Consumo a respeito da marca Yes."

Outras empresas estão sendo questionadas por realizar propagandas abusivas, voltadas para crianças. As meninas pequenas, como sempre, são as maiores vítimas.
Mais informações:
www.alana.org.br/CriancaConsumo/NoticiaIntegra.aspx?id=8057&origem=23

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Juventude e Violência: uma reflexão

Preocupante as últimas pesquisas feitas em diversos países - incluindo o Brasil -, revelando o crescente número de mortes de jovens, especialmente do sexo masculino, devido à violência.

Meninos de aproximadamente 14 a 24 anos estão mais expostos aos acidentes de trânsito e aos crimes, bem como aos suicídios em países asiáticos e europeus. Esses dados não são totalmente novos, mas solicitam nossa atenção ao retratar uma juventude absolutamente vulnerável.

Em geral, ser jovem está associado à beleza e à glória. Também estaria associado à morte, à guerra, à orfandade de pais e mães em todo o mundo? Esse cenário é algo inexorável, quase como a idéia de destino?

Muitas reflexões seriam possíveis a partir de questões tão amplas e complexas. Uma delas, arrisco-me a propor, relaciona-se ao fato dos adultos não aceitarem mais o próprio envelhecimento e, desse modo, sem perceber, estarem perdendo a capacidade de cuidar adequadamente da geração seguinte.

O excesso de mortes na adolescência, entre outras coisas, projeta luz sobre aquilo que relutamos encarar: não estamos cuidando bem de nossos filhos, pois pouco nos preocupamos com a preservação da vida em sociedade. Valores dessa magnitude estão ultrapassados.

Preferimos cuidar de nosso corpo a fim de preservá-lo “sempre jovem”; preferimos trocar o carro com freqüência, por outros mais potentes; preferimos as festas, o carnaval ou o futebol regado a muita bebida; escolhemos o dinheiro como premiação máxima de tudo o que realizamos. Quem dirá que, assim, também não somos jovens?
E eles, os nossos jovens, quem deles se “encarrega”? Se estamos tão ocupados com a nossa “máxima performance”, o que lhes resta? Um modelo pautado na permissividade, sem distinção de papéis, “par a par” como “entre amigos”?

Não há segurança possível nesse vínculo. Os jovens precisam de adultos que, até por serem mais velhos e se assumirem como tal, aprendam a se colocar como autoridade.

O que isso tem a ver com violência? Basta olhar as ruas e avenidas de nossas cidades: jovens e adultos disputam o mesmo espaço público, para ver quem "voa" mais rápido ao passar pelo sinal amarelo/vermelho...