domingo, 18 de dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Rede Não Bata Eduque

É louvável a aprovação da lei sobre castigos em crianças e adolescentes, estabelecendo que todas elas têm o direito de crescer e se desenvolver sem o uso de punições corporais ou de qualquer outra forma de tratamento cruel e degradante.
A Rede Não Bata Eduque vem fortalecendo a conscientização de pais e educadores sobre este assunto, contribuindo com a produção de alguns materiais interessantes.

Vale a pena conhecer o site: www.naobataeduque.org.br

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Compartilhando... Pra perto de mim











Distante pra onde vim... no fogo de um vulcão.
Não há luz, só há gotas de orvalho pelo chão.
Chuva lá fora. Nenhum risco de sol...
Por segundos, há rabiscos de cores... tentativas de sedução.
Chego a sonhar com os olhos do coração...
O tempo é pouco... correr, gritar, sonhar... apenas sorrir.
Dizendo ao mundo que estou indo... pra onde vou me busco e não abro mão.
Tempo que acaba... o vento carrega, distante de tudo que posso... com ele não posso.
Apenas assisto. Um palhaço de partida.
Meu olhar triste condenado a morte.
Morte de meus sonhos, enterro do possível carregando um outro...
E juntos se esvaem... a vontade do riso, a beleza do desconhecido.
O novo já virando velho... abandonando a vida a ser descoberta.
Não há forças, só há desejos de uma criança.
Inocente, mas já sem esperança.
Do avesso ao desavesso, me pergunto... de onde parte o próximo trem?
Talvez, um recomeço... será possível ainda me achar na contramão?
De tentativas não abro mão!
Vem, vem comigo escorregar de novo nesse vulcão.
Qual será a estação?!... Solidão.
Seguir adiante, pois não há outra opção.
Ou fugir de antemão e repousar na contramão.
Apenas um descanso.
Não há risco lá fora. A chuva continua.
Seja aonde eu me encontrar, seja pra onde o trem me levar.
Quero me sentir vibrar, pois preciso dançar.
Isso me basta... dançar, dançar...
até o vento resolver me parar e eu poder de novo descansar.
E num último suspiro... desembarcar.
Me movo num sopro e nesse encontro me desfaço e refaço...

Letícia Martins


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Consciência e Diferença



O Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20/11, veio nos lembrar o quanto ainda nos incomoda a diferença: diferença de cor, de idade, de classe social, de nível econômico, de concepções acerca da vida, de sentimentos e emoções, de preferências estéticas e de muitas outras.
No entanto, não podemos nos esquecer também que essa intolerância à diferença foi aprendida por todos nós, podendo ser, portanto, “desaprendida”.
A despeito de vivermos em um mundo capitalista, cujos valores predominantes incentivam o preconceito, é possível criar brechas e abrir janelas para a diferença, simplesmente nos aproximando, de maneira humilde, daquilo que, na verdade, não compreendemos.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Palestra sobre Dependência Química

DEPARTAMENTO DE PSIQUIATRIA DA APM REGIONAL DE PIRACICABA

TEMA:
“DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA”

PALESTRANTE:
DR. LUCAS VAZ DE LIMA MATTOS

DATA: 16 DE NOVEMBRO/2011
HORÁRIO: 19H30


LOCAL: APM PIRACICABA – CASA DO MÉDICO
AV. CENTENÁRIO, 546
Telefone: (19 ) 3422-5444




quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Cotidiano: vida automática?

Vivemos em tempos difíceis, alguns diriam “desumanizados”. Acordamos, trabalhamos, estudamos, vemos TV ou internet, cuidamos dos filhos, da casa, fazemos compras e dormimos. Também adoecemos, morremos jovens ou velhos, crianças ou adultos.

Porquanto a única certeza da vida seja a própria morte, evitamos freqüentemente falar sobre ela, esquecendo-nos, assim, de que o humano é provisório, não é eterno. Ou seja, somos seres mortais, temos um tempo a ser vivido, que se esgota a cada dia.

Será que vivemos realmente as nossas vidas? O que seria isso? Sentimos e percebemos o que estamos fazendo ou apenas agimos automaticamente, sem refletir ou fazer escolhas?

Uma pessoa me disse com franqueza: “nada mais me toca”. Ela estaria viva, ou seria uma espécie de “morta-viva”, cumprindo com todas as obrigações diárias, todas as expectativas alheias, sem nenhum questionamento?

Através dos minutos dos relógios que nunca param, somos insistentemente assombrados por um cotidiano cruel, que nos transforma em “fazedores de coisas” e consumidores de desejos impostos, não escolhidos. Corremos o risco de viver apenas isso, marcando o tempo e a vida de hora em hora, de coisa em coisa... as vezes nos anestesiando com bebidas e drogas para sentir algo que não conseguimos mais: sentir as pessoas ao nosso redor, sentir os sentimentos que dão sentido à vida.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Educação informal: qual o valor da arte?

Atualmente, mais do que nunca, muito se discute sobre a educação formal das crianças e adolescentes: quais os métodos de ensino adequados, quais os conteúdos importantes, como desenvolver competências, como garantir competitividade. Nada se fala, no entanto, sobre a educação informal que a arte, inserida na prática da cultura cotidiana, pode proporcionar.


As crianças são incentivadas a freqüentar o teatro? Assistem peças infantis, vão a museus, bibliotecas e salões, por exemplo? Qual o valor que esta "educação da sensibilidade" tem na sociedade moderna brasileira? Nenhum?


Até onde percebo e acompanho, a vida das pessoas, em geral, é bastante empobrecida neste critério, sejam elas de classe alta ou menos favorecida. Com as crianças e os jovens, não poderia ser diferente: é a tv e a internet que coordenam o tempo livre. Quando muito, o cinema participa de alguns passeios, principalmente por estar nos shoppings e exibir filmes comerciais americanos.


Com certeza, as dificuldades para sair de casa e assistir um espetáculo de música instrumental não são econômicas, pois há muitas opções de qualidade por custo baixo ou mesmo sem custo algum. Talvez o problema seja cultural, isto é, não somos educados para pensar que a arte é tão importante quanto a informática, tão necessária quanto a escola, tão interessante quanto as lanchonetes. É ou não é???







quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cidadania: Semana de Mobilidade Urbana

Prossegue a programação da I Semana de Mobilidade Urbana de Piracicaba, evento absolutamente necessário para refletirmos sobre nossa cidadania.




Respeitamos uns aos outros no espaço público?

Antes de mais nada, percebemos a presença das pessoas nas ruas?



Qual a relação que estabelecemos com as máquinas que utilizamos, como o carro?

Ele pode ser uma forma de poder e dominação entre os cidadãos de um município?



Por que nossos carros importam mais do que os pedestres

que circulam em uma determinada via?

Será que não deveria ser o contrário,

os motoristas educadamente permitirem passagem às crianças,

aos jovens, aos adultos, idosos, animais, etc?



E quanto aos acidentes e atropelamentos, será que de fato são fatalidades,

como alguns pensam? Ou são eventos reveladores da nossa forma violenta de viver?



Já paramos para pensar porque não há investimento no transporte público?

Isto seria importante para modificar nossos hábitos ou não?





quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Bom dia!

Ao fazer compras em um supermercado, ao entrar numa padaria, ao caminhar por um parque ou clube, percebemos e observamos o quanto é difícil – senão impossível – as pessoas se olharem e apenas dizerem “bom dia!”.

Esta refinada educação, tão simples quanto elegante, é objeto do mais absoluto desprezo nos dias atuais, já que, afinal, reina o mandamento máximo de que o outro não existe. Nossa individualidade tornou-se individualismo, nossa necessidade de afirmação social transformou-se em narcisismo.

Não é a toa que se criam cursos e mais cursos de etiqueta, quem sabe buscando algum resgate daquilo que, em outra época, foi considerado adequado para se viver em grupo e compartilhar o mesmo espaço.
Richard Sennett discorre maravilhosamente sobre o assunto, em seu livro O Declínio do Homem Público.

sábado, 3 de setembro de 2011

Simplicidade



"Não quero o brilho das jóias raras
Quero a rudeza tosca da pedra
escondida no meio do campo
perdida entre as florinhas do mato.

Só alguém que estiver olhando
e andando bem devagar
pra me encontrar
E com paciência e cuidado se dedicar
ao trabalho de me lapidar
Pra talvez algum brilho aparecer...
ou então simplesmente em mim poder descansar..."

Ana Paterniani

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Violência no trânsito

A violência no trânsito revela o quanto não mais sabemos conviver em espaços públicos. Antes invisível, agora os atropelamentos e acidentes têm chamado mais atenção, gerando discussões na mídia.
Como o poder público, em geral, não se mobiliza, criando campanhas educativas e investindo no transporte público, somos nós, cidadãos, que precisamos agir.
Algumas cidades do país, como Santos, Brasília e recentemente São Paulo, contam com o apoio da prefeitura. Na maior parte do Brasil, no entanto, infelizmente as iniciativas são mínimas, seja de caráter público ou privado.
Os acidentes de trânsito não são fatalidades, pelo menos em sua grande maioria. Faço parte da "turma" que já perdeu alguém atropelado e que tem parentes com seqüelas. Acho que somos muitos... Ou não?

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Psicologia e Profissão

O jornal O Estado de SP publicou ontem, dia 21 de agosto, uma notícia interessante sobre a prática dos psicólogos e psicólogas brasileiras.
A participação dos profissionais de psicologia em organizações que atuam nos campos de refugiados, como a ONG Médicos sem Fronteiras, é muito expressiva, classificando o Brasil como o país que mais contribui no atendimento psicológico à vítimas de catástrofes naturais ou guerras.

O número de psicólogos voluntários que se dispõem a trabalhar nestes tristes campos, onde reina a fome, a miséria e a morte, é admirável.

Parabéns a todos eles, neste mês de agosto, em que se iniciam as comemorações dos 50 anos da Psicologia como profissão.




segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Pai e filho

Renato Teixeira e seu filho, Chico Teixeira, emocionam a todos com a belíssima versão da música de Cat Stevens, Father and Son. Para sentir e refletir.

Pai e Filho - Renato Teixeira e Chico Teixeira

{Pai}
Não vai lá, Vai lá não
Pense bem se seu lugar
É ali onde há tanta solidão
Seu lugar é aqui
No carinho desse lar
Que é seu, que é de quem quer te ver feliz

{Pai}
A cidade é um lugar
Que se fez onde havia só
Natureza de rios, árvores e sol
Se você se machucar
Eu também vou me ferir
Não vá lá, vai lá não
Fique vivo em paz

{Filho}
Não dá mais pra esperar
Meu caminho eu vou seguir
Pensei bem, decidi,
Pai, eu vou partir
Gosto tanto de você
E eu sei que não é fácil
Relaxar, aceitar e me ver partir
Em paz, eu vou seguir

{Filho}
Todo tempo que eu chorei
Carregando em minhas dores
Aprendi, aceitei, sei que a vida vai
A missão é sentir
Descobrir as coisas que eu não sei se um dia vou saber
Pai, eu vou partir
Em paz no meu sertão.

http://www.youtube.com/watch?v=JMiM3RvUJoU&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=Q29YR5-t3gg&feature=player_embedded

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Grupo de estudos

RESSOAR

Grupo Aberto e Auto dirigido

Destinado a profissionais da área de educação e saúde, que tenham interesse em ampliar seu repertório de conhecimentos e experiências, dialogando com linguagens artísticas, tais como literatura, teatro, cinema, artes plásticas.


Local: Recriando Vínculos Psicoterapia


Contato: andrea-raquel@bol.com.br


sexta-feira, 22 de julho de 2011

A importância de uma história

Contar histórias é algo tão antigo e natural quanto a existência do ser humano no planeta Terra. Pode-se argumentar que o “homem das cavernas” já contava histórias quando desenhava nas rochas os animais que caçava, pois ao desenhar ele representava seu próprio mundo, criando assim uma narrativa.

Todos temos histórias para contar, de nossas experiências pessoais ou não, de nossos sonhos e pesadelos, de nossas angústias e conquistas. Quando contamos uma dessas histórias, utilizamos a linguagem, que pode ser verbal, escrita, gestual, gráfica, etc. Os livros são histórias, o cinema e o teatro também.

As histórias, nossas e dos outros, vividas ou inventadas, enfim pronunciadas, ouvidas, filmadas ou desenhadas, alimentam nossa imaginação e nossa realidade. Através delas, podemos nos transformar se quisermos.

Contando histórias para nossos filhos, por exemplo, contribuímos para a construção de um vínculo de afetividade saudável e compartilhamos imagens interessantes. Um cão que voa, um menino que visita o arco-íris, uma árvore que alcança o céu sugerem algo como a liberdade.

E por falar nisso, existe liberdade maior, no nosso mundo contemporâneo, tão controlado e violento, do que dar-se o direito de sonhar e imaginar?

sexta-feira, 1 de julho de 2011

ArtePsicodramaFilosofia: Fronteiras

Entre a arte e a ciência, entre o homem e sua obra. Brasília solar, quente, alinhada por prédios contíguos - da cor do concreto -, pelos quais entremeiam esculturas de formas diversas a definir um tempo, um espaço, talvez alguma humanidade, quem sabe uma "não identidade" – um ser múltiplo.

Neste local - metáfora de um país que inscreve sua poética no universal - viajantes e não viajantes se arriscam a pensar/experimentar/encontrar-se uns com os outros, na tentativa de suportar as diferenças para perguntar - sem expectativa de responder:
Que homem é este que faz e habita a contemporaneidade? Qual sua relação com o Psicodrama?

Por trilhas desconhecidas e percursos estranhos, neste Encontro surgiram histórias de pescadores, poesias de novos poetas, imagens transfiguradas de deuses, homens e monstros; canções fragmentadas e princípios de reflexões filosóficas psicodramáticas que merecem respeito, cativam estima.

Já não era sem tempo. É preciso criar, sempre. Cultivar humanidade para transformar alguma coisa, pelo menos até o próximo Encontro!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sarau Literário: cantigas da imaginação

No Sarau Literário Piracicabano deste mês, realizado dia 14, as cantigas de nossa infância coloriram a noite.
É quase impossível pensar em alguém que possa desconhecer O Cravo Brigou com a Rosa, ou Terezinha de Jesus, Ciranda Cirandinha, Nesta Rua e outras canções que revelam um rico imaginário popular.


Cada canção traz uma imagem a ser criada pelo próprio indivíduo, a partir de seu repertório na vida. Trens, casas, flores, bichos, objetos, pessoas e coisas se transformam em algo vivo, com movimento, luz, som, magia e sentimento. Neste universo da imaginação, ensejado por poemas musicados, podemos reencontrar a simplicidade que, quem sabe, nos falte hoje.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Meio ambiente: o outro terra

Se pudéssemos nos colocar um no lugar do outro, na fome do outro, na pele do outro; se invertêssemos os papéis e os sentimentos, uns com os outros; se nos dispuséssemos a ser, por tempo breve, um outro, imaginariamente; então nos acharíamos...


É o outro quem nos define. Toda criança sabe e qualquer adulto suspeita:o outro ser humano, o outro terra, o outro bicho.


Neste 5 de junho, dia do meio ambiente, sejamos o outro, experimentemos a sabedoria inabalável dos índios: como seria ser a água deste planeta, a flor, a árvore, o ar ou o sol?

quarta-feira, 18 de maio de 2011

O Desafio da Convivência Familiar

A família significa, ainda hoje, um núcleo central de aprendizagem afetiva e social, na qual se iniciam as primeiras vivências do ser humano. Porém, a organização dos grupos familiares se modifica continuamente no decorrer da história, possibilitando configurações diversas.

A família moderna, base da nossa forma de vida atual, começou a se configurar junto às idéias iluministas, em meados do século XVIII. No século XX, principalmente com a revolução dos valores nos anos 60, com o consumismo, as novas mídias e tecnologias, a família mais uma vez se transformou.

No mundo contemporâneo existem diversos modelos de agrupamento familiar: casais divorciados, famílias reconstituídas, mães provedoras que sozinhas gerenciam os filhos, uniões homoafetivas. A diversidade se anuncia, indicando que não há uma “família ideal”, mas há a “família possível” para cada grupo e cada indivíduo que a constitui.

Viver em grupos, necessidade básica de sobrevivência de todos os seres humanos, impõe grandes desafios cotidianos relacionados à comunicação, à individualidade, à frustração, a diferenças e a valores. Na família, todas essas questões estão presentes de maneira intensa, visto que a intimidade entre as pessoas é maior do que em outros grupos.

Os papéis familiares de pai, mãe, filhos, esposa, marido - e outros tantos possíveis -, desenvolvem-se inevitavelmente atravessados por tensões, emoções, sentimentos e atitudes que nem sempre se esclarecem. A convivência diária em geral é difícil, delicada, exigindo negociação permanente, criatividade, disponibilidade e reflexão.

Alguém desiste? Poucos são os indivíduos que vivem sozinhos, embora o número esteja crescendo. Pelo que se sabe, apesar dos problemas, precisamos e apreciamos o contato uns com os outros, com prazer e afeição que dispensam explicações.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Poeta encantado

Para fazer frente ao consumo, somente a reflexão e a arte.
É Manoel de Barros quem escreve, em seu livro O Guardador de Águas:

"Uma chuva é íntima
Se o homem a vê de uma parede umedecida de moscas;
Se aparecem besouros nas folhagens;
Se as lagartixas se fixam nos espelhos;
Se as cigarras se perdem de amor pelas árvores;
E o escuro se umedeça em nosso corpo."

Nas palavras deste poeta encantado, nunca deixamos de ser crianças felizes na natureza. Ainda somos?

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Infância consumida: a quem interessa?

Do site Instituto Alana:

"O que está por trás da difusão de produtos que eram restritos ao universo adulto e agora são direcionados também ao público infantil?
Existem milhares de razões para que hoje o mundo viva um processo de infantilização do adulto e de adultização da criança, criando assim uma enorme massa consumidora de produtos e serviços muito semelhantes entre si. No salão de beleza, antes freqüentado por mães, tias e avós, é comum esbarrar com garotas que ainda não entraram na puberdade, mas já se cobrem de maquiagem e ficam paralisadas esperando o esmalte secar.
Fato é que todas essas mudanças são apoiadas por ações de marketing agressivas, como no caso da denúncia recebida pelo Projeto Criança e Consumo a respeito da marca Yes."

Outras empresas estão sendo questionadas por realizar propagandas abusivas, voltadas para crianças. As meninas pequenas, como sempre, são as maiores vítimas.
Mais informações:
www.alana.org.br/CriancaConsumo/NoticiaIntegra.aspx?id=8057&origem=23

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Juventude e Violência: uma reflexão

Preocupante as últimas pesquisas feitas em diversos países - incluindo o Brasil -, revelando o crescente número de mortes de jovens, especialmente do sexo masculino, devido à violência.

Meninos de aproximadamente 14 a 24 anos estão mais expostos aos acidentes de trânsito e aos crimes, bem como aos suicídios em países asiáticos e europeus. Esses dados não são totalmente novos, mas solicitam nossa atenção ao retratar uma juventude absolutamente vulnerável.

Em geral, ser jovem está associado à beleza e à glória. Também estaria associado à morte, à guerra, à orfandade de pais e mães em todo o mundo? Esse cenário é algo inexorável, quase como a idéia de destino?

Muitas reflexões seriam possíveis a partir de questões tão amplas e complexas. Uma delas, arrisco-me a propor, relaciona-se ao fato dos adultos não aceitarem mais o próprio envelhecimento e, desse modo, sem perceber, estarem perdendo a capacidade de cuidar adequadamente da geração seguinte.

O excesso de mortes na adolescência, entre outras coisas, projeta luz sobre aquilo que relutamos encarar: não estamos cuidando bem de nossos filhos, pois pouco nos preocupamos com a preservação da vida em sociedade. Valores dessa magnitude estão ultrapassados.

Preferimos cuidar de nosso corpo a fim de preservá-lo “sempre jovem”; preferimos trocar o carro com freqüência, por outros mais potentes; preferimos as festas, o carnaval ou o futebol regado a muita bebida; escolhemos o dinheiro como premiação máxima de tudo o que realizamos. Quem dirá que, assim, também não somos jovens?
E eles, os nossos jovens, quem deles se “encarrega”? Se estamos tão ocupados com a nossa “máxima performance”, o que lhes resta? Um modelo pautado na permissividade, sem distinção de papéis, “par a par” como “entre amigos”?

Não há segurança possível nesse vínculo. Os jovens precisam de adultos que, até por serem mais velhos e se assumirem como tal, aprendam a se colocar como autoridade.

O que isso tem a ver com violência? Basta olhar as ruas e avenidas de nossas cidades: jovens e adultos disputam o mesmo espaço público, para ver quem "voa" mais rápido ao passar pelo sinal amarelo/vermelho...

quarta-feira, 30 de março de 2011

Livro: Medicalização de Crianças e Adolescentes



Uma obra importante sobre o assunto Medicalização e Infância, terá seu evento de lançamento no próximo dia 2 de abril, na Livraria da Vila, em SP.
Com apoio do Conselho Regional de Psicologia e edição da Casa do Psicólogo, o livro contém artigos de diversos pesquisadores que discutem essa questão urgente da contemporaneidade.


http://www.crpsp.org.br/portal/midia/fiquedeolho_ver.aspx?id=326

segunda-feira, 21 de março de 2011

Compartilhando afeto e poesia



"A noite prometia. E foi de grande encantamento. Tudo tão suave como água que desliza entre as margens de um rio de correntes calmas.
Gente simpática, risos e a poesia. Mas a poesia ilustrada com traços e cores tão perfeitas, que ganha vida. E sai do papel para se alojar na alma. Vibrante! Emocionante! Traços que retratam as sutilezas de uma artista que tem na alma a sensibilidade do poeta. Capaz de se diluir e se fundir com a poesia. No Infinito, no Eterno, no Universal. E nos sentimos como quem rompe o véu tenuíssimo da poesia, para contemplar e desvendar o mistério da vida. Como se isso fosse possível!!!
E nesse ambiente perfeito comemoramos o dia da poesia.
A noite foi de grande sortilégio. A poesia se transformou em música. A música se transformou em poesia. E cantamos, cantamos...
Obrigado Ana Marly, Carmelina, Andrea, Cristina, poetas e convidados que fizeram com que esta noite deixasse um gostinho de quero mais, como "a primavera que veio e se foi, mas deixou tremendo em cada seio um rebento de amor".

Um abraço pra todos."

Beto Furlan

sábado, 12 de março de 2011

Exposição: Poesia de Batom

Sar@u Literário Piracicabano apresenta a exposição

Poesia de Batom

Em homenagem ao Dia da Poesia



Abertura: 18/03, sexta-feira, 19:00h

Local: Recriando Vínculos Psicoterapia


NOTA: 14 de Março é comemorado o Dia Nacional da Poesia, que faz referência à data de nascimento do poeta brasileiro Castro Alves ( 14 de Março de 1847 ), cuja obra mais reconhecida foi O Navio Negreiro.
Há vários anos, o Centro Literário de Piracicaba distribui poesias em diversos lugares da cidade, por ocasião da comemoração. Neste dia 13/03, domingo, os integrantes do grupo estarão no Parque da Rua do Porto, em Piracicaba.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Psicologia: Dia Internacional da Mulher


"Neste 8 de março, o Conselho Federal de Psicologia, ao prestar a sua homenagem à mulher brasileira, quer incentivar e aproximar o diálogo com as muitas e diferentes mulheres, que compõem a riqueza e a diversidade da sociedade brasileira e com as muitas e diferentes psicólogas brasileiras. Que essa seja uma troca aberta, direta, que fale da condição feminina. Que dialogue sobre o exercício profissional, mas também que trate da construção da identidade da mulher contemporânea, que se desdobra para assumir diferentes papéis. Que trabalha, que luta pelos seus direitos e pela sua realização, que cuida das filhas e dos filhos e que muitas vezes representa o elo de sustentabilidade familiar. A vocês, a nossa homenagem, reconhecimento e compromisso em trazer a questão da mulher para o centro de nossas prioridades.

No Brasil, a Psicologia tem pelo menos 89% de profissionais mulheres. Para proporcionar um olhar às mulheres psicólogas, o CFP lança, neste 8 de março, a campanha “Psicologia: profissão de muitas e diferentes mulheres”. A proposta é conversar sobre direitos das mulheres diretamente com as psicólogas; valorizar o protagonismo feminino e as experiências de promoção da democracia e da cidadania plena das mulheres."

Toda a campanha está concentrada na página http://mulher.pol.org.br/.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Cinema: Estágio Terminal

No sentido de valorizar nossa produção cinematográfica local, divulgo o trailer Estágio Terminal, dirigido pelo cineasta Lauro Pinotti.
É só clicar!


http://www.youtube.com/watch?v=RpSaEVO5aaY


Mais informações:
http://www.youtube.com/user/cinelauro

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O Discurso do Rei

Embora haja muitas controvérsias acerca da veracidade do filme O Discurso do Rei, não seria exagero afirmar que se trata de uma obra de arte digna de ser admirada, comentada e assistida. Se as referências históricas correspondem ou não à realidade da época, isso não importa do ponto de vista da ficção e da humanidade do filme. A meu ver, o filme é belíssimo, levando em conta a direção, a interpretação dos atores e a trilha sonora, absolutamente inesquecível.

O foco principal do filme é o relacionamento do rei inglês George VI - que buscava a cura de sua “gagueira” - com o terapeuta da fala Logue. Um rei, categoria de “humanos louváveis”, um tanto divinizados ainda, e um “anônimo” ( como se diz hoje em dia ), que nem em medicina se formara. Uma relação de poder já estruturada pelos papéis sociais da ordem vigente que, no entanto, se inverte, transformando-se numa experiência de vida humanizadora. Algo emocionante, sensibilizando a todos e refletindo verdades pouco acessíveis...
Quais são elas? É ver para descobrir!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Vestibular: competição e dignidade

Em novembro e dezembro, acompanhamos os adolescentes numa das tarefas mais difíceis da vida: o vestibular. Passaporte para o futuro - ou nem tanto assim, muitos dirão -, é certo que se trata de um momento estressante, por vezes carregado de sofrimento, angústia e decepção. Quanto maior a expectativa, maior a ansiedade.

Apesar das mudanças que vêm sendo feitas nos últimos anos, o vestibular continua a movimentar um mercado considerável da área de educação, predispondo os jovens a uma competição cada vez mais acirrada e terrível. O preço a pagar, por todos aqueles que realmente se dedicam às provas, é altíssimo, principalmente no ingresso às universidades públicas.

As pressões e exigências excessivas afligem a todos, contribuindo com a falta de concentração e os “brancos”, com a insônia, a irritabilidade e o isolamento. É freqüente ser tomado por um enorme sentimento de fracasso, como se algo tivesse errado, por mais qualificado que o estudante seja.

Não será a nossa sociedade competitiva demais, para além dos limites do ser humano, em sua dignidade e saúde mental? Sei que essa é uma pergunta incômoda, talvez ridícula para alguns, visto que o desenvolvimento e a tecnologia com a qual vivemos hoje só foram possíveis graças à competitividade. Porém, arrisco-me a afirmar: a competição também mata, adoece, perturba.

Nunca é demais acolher nossos jovens para dizer-lhes que a culpa não é deles, se realmente acreditamos nisso. Dizer-lhes que também nós erramos muito e que ser reprovado no vestibular faz parte da vida.
Não apenas dizer: é preciso que seja verdade.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Infância e Patologização: Revista de Psicodrama

Para todos aqueles que se interessam pelo assunto:


Revista Brasileira de Psicodrama: v. 18, n. 2., 2010


Artigo: Infância e Patologização - Crianças sob Controle


Autora: Andrea Raquel Martins Corrêa


Resumo: Muitas crianças estão sendo submetidas a uma prática terapêutica que medicaliza excessivamente a infância, propiciando que diversos comportamentos e dificuldades, principalmente quando relacionados à escola, sejam abordados como doenças, síndromes ou transtornos. Essa lógica patologizante parece dominar o olhar dos profissionais, tanto na área de educação como na de saúde.
A tarefa deste artigo consiste em refletir sobre os mecanismos de controle social que promovem e sustentam esta lógica, considerando suas implicações na vida da criança, cujo destino é freqüentemente marcado pelo rótulo, pela discriminação e contenção. É urgente a necessidade de criar novos olhares, articulando o Psicodrama a outros autores para possibilitar alternativas que garantam uma infância mais livre e saudável.

O artigo está disponível nos Periódicos Eletrônicos de Psicologia, através do site http://pepsic.bvsalud.org/

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Poesia de Verão

TOMEI MUITA CHUVA
E ESSE BANHO NO CORPO E NA ALMA
ME CAIU COMO UMA LUVA...
FAZENDO UMA FAXINA E LEVANDO EMBORA
COMO NUMA ENCHENTE
TUDO O QUE NÃO MAIS FAZ SENTIDO
E NÃO É MAIS PRESENTE...
FOI EMBORA NESSA INUNDAÇÃO
TUDO O QUE NÃO CABE EM MEU CORAÇÃO...

E ME PREPARO ENTÃO PARA O NOVO ANO
COM FÉ, GARRA E MUITO AMOR
LEVANDO NO PEITO A CERTEZA
DE QUE ESTAMOS CAMINHANDO
E A VIDA CONTINUA SEMPRE EM FRENTE
PARA AQUELES QUE NÃO DESISTEM..."

Aninha Paterniani