sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Seminário: Educação Medicalizada

"Notas baixas, dificuldades na leitura e na escrita, desatenção em sala de aula. Situações como essas, comuns entre os escolares, muitas vezes estão associadas equivocadamente a problemas neurológicos ou psicológicos, não considerando, por exemplo, a má qualidade do ensino. Recorre-se, então, à medicalização, entendida como um processo que transforma, artificialmente, questões não médicas em problemas médicos. Para discutir essas e outras considerações afins, especialistas do Brasil e do exterior se reuniram de 11 a 13 de novembro durante o I Seminário Internacional "A Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e outros supostos transtornos", na Unip campus do Paraíso, em São Paulo."

O texto continua em http://www.crpsp.org.br/portal/midia/fiquedeolho_ver.aspx?id=292, site do Conselho Regional de Psicologia.

O Jornal Globo News também veiculou matéria interessante:

Participe desta importante discussão e proteja as crianças!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A escolha da escola: falso dilema?

Recentemente fui convidada para discutir, em um programa de rádio, uma questão que pode ser angustiante para os pais: a escolha da escola dos filhos.
Para fazer esta escolha adequadamente, é necessário considerar, entre outras coisas, os valores familiares, as expectativas da sociedade e a condição financeira dos pais. Vale lembrar, ainda e sempre que, por melhor que seja, a “escola ideal” não existe.

No entanto, ao pesquisar o assunto e sistematizar minha própria experiência de atendimento com crianças e adolescentes, percebi que talvez haja poucas opções diferenciadas no “mercado” da educação formal.

A maior parte das escolas particulares, que atende famílias de classe média e alta, oferece um ensino totalmente voltado para a qualificação e o brilhantismo nos exames vestibulares ( agora também o ENEM ), safistazendo, desta maneira, os anseios de pais excessivamente preocupados com o futuro profissional dos filhos.
No ensino público, por outro lado, os problemas relacionados à aprendizagem crescem diariamente, transformando-o numa “não escolha”, ou seja, estuda-se na escola pública, em geral, quando não se tem outra opção.

Do ponto de vista das necessidades do desenvolvimento da criança, do respeito à sua individualidade como ser integral, não apenas como um intelecto, fico a me perguntar quais seriam as diferenças entre o ensino público e privado, por exemplo. Tenho dificuldade para identificá-las.
Poucas são as escolas e as famílias, parece-me, engajadas na valorização da pessoa da criança, no seu potencial de descoberta, crescimento e aprendizagem das relações humanas. O que importa, para todos os efeitos, é o rendimento e o resultado que a criança apresenta, não a vivência de sua própria infância.

Do direito de ser criança, nenhum respeito. Apenas e tão somente, pequenos adultos aprisionados na competição selvagem desta nossa pobre sociedade...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Encanto do olhar


Quando nada precisa ser dito...