sexta-feira, 4 de junho de 2010

Mãos Dadas: sonho e poesia

Com tantas notícias sobre violência e guerra a nos bombardear diariamente, precisamos fazer um esforço para não abandonar nossos sonhos que, de alguma forma, por mais individualistas que sejam, fazem parte deste mundo incrivelmente louco em que todos vivemos.
A crueldade humana é um fato indiscutível, bem como incompreensível. Para que e por que o homem mata, destrói e busca incansavelmente o poder?
Nenhuma explicação, seja científica, filosófica ou religiosa, dá conta de responder inteiramente esta questão.
Por isso, vale a pena lembrarmos dos poetas, artistas que não se arrogam explicações sobre o mundo, mas apenas cultivam sonhos, doces palavras que podem encantar alguns corações.

De Carlos Drummonde de Andrade, segue o poema Mãos Dadas, absolutamente contemporâneo...

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Um comentário:

  1. Ah! Os poetas, através das suas palavras nos transportam para um mundo em que é possível sonhar com a paz. Valeu!Abraços Poéticos Piracicabanos de Ana Marly de Oliveira Jacobino

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