sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Fórum Internacional Criança e Consumo

Ocorrerá em março, entre os dias 16 e 18, o 3° Fórum Internacional Criança e Consumo, no Itaú Cultural, SP. O evento será transmitido pela Internet, posto que as inscrições já estão esgotadas.
No site
http://www.forumcec.org.br/ há informações sobre a programação e os palestrantes.

"Neste ano, o debate propõe uma reflexão mais ampla de como a violação dos direitos da criança e o hiperconsumismo desencadeiam problemas ambientais, econômicos e sociais. Também será contemplada a diminuição das brincadeiras criativas, essenciais ao desenvolvimento humano."

Para todos os que se preocupam com a infância, imperdível a discussão
!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Relações Familiares: O Casamento de Rachel

Muitas são as obras de arte que discutem o tema família. Poderíamos enumerar diversos filmes absolutamente interessantes e imperdíveis, de nacionalidades diferentes. Porém, O Casamento de Rachel, de Jonathan Demme, americano, lançado em 2008 e exibido nos cinemas brasileiros em 2009, é surpreendente.

Trata-se de um filme que abre várias possibilidades de discussão, desde a dependência das drogas até o significado de um ritual de casamento. É este ritual que organiza toda a ação do filme e propicia o reencontro de uma família, digamos assim, disfuncional e trágica.

As relações entre pai, filhas, mãe, irmãs e outros personagens são marcadas por uma tensão incômoda, que nos faz refletir sobre nossos próprios relacionamentos familiares, sobre coisas que gostaríamos de dizer e não dizemos, sobre sentimentos que temos uns com os outros e não revelamos, sobre a enorme dificuldade de nos comunicar... ouvindo e falando de forma espontânea, por exemplo.

Kim ( Anne Hathaway ) é a irmã e filha que volta ao lar por um período determinado, disparando situações e provocando diálogos reveladores, intensos e verdadeiros, bem como inesperados para uma festa de casamento. É ela também a imagem de nossas contradições, nossa fragilidade e agressividade, força e impotência ao mesmo tempo.

Nada a ver com o filme típico americano, à maneira Hollywood. Bem ao contrário, é cinema apenas humano, digno de tocar profundamente todos aqueles que se interessam pelas pessoas, pela afetividade e pelos conflitos que dela fazem parte.