sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Publicidade e consumo na infância

Para todos os pais e educadores preocupados com os excessos do mercado, no que diz respeito ao consumo infantil, vale a pena conhecer o Instituto Alana e seus projetos, através do site http://www.alana.org.br/.

Sabemos que a publicidade infanto-juvenil é impiedosa, fazendo uso abusivo de imagens que seduzem passivamente os pequenos e grandes consumidores. Basta observar a TV para constatar que até propagandas de carro estão sendo dirigidas às crianças atualmente.

Muitas pesquisas apontam, inclusive, a obesidade, a agressividade e a erotização precoce como conseqüências do marketing mal intencionado, patrocinado por empresas cujo interesse está focado no lucro, tão somente e a todo custo.

Resta-nos cumprir o papel de tentar proteger as crianças e os adolescentes, visto que a legislação brasileira não o cumpre. Diferentemente dos países mais desenvolvidos, nossa legislação é totalmente condescente com os interesses da publicidade e das grandes empresas.
Lamentável para as crianças, trabalhoso para os adultos.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Drogas: para o bem ou para o mal?

Para refletir com seriedade sobre os problemas que envolvem a temática das Drogas, é preciso redimensionar a principal questão: de quais drogas estamos falando e para que elas estão sendo utilizadas.

Matéria da revista Super Interessante deste mês, A Pílula da Inteligência - A nova geração de drogas pode dar superpoderes ao cérebro, será que devemos tomá-las? - reafirma deliberadamente o paradigma da medicalização de nossa sociedade, apoiada por diversas indústrias farmacêuticas ( o site do fórum sobre o artigo exibe links de seus patrocinadores, é só clicar http://super.abril.com.br/forum/204670_assunto.shtml para conferir)

Do mesmo modo que a indústria da beleza prosperou, sinaliza prosperidade também a farmacêutica do cérebro, vendendo ilusões e milagres grosseiros, sem qualquer ética ou pudor. Médicos neurologistas sérios não cansam de proclamar: medicar sim, medicalizar não. Qual a diferença entre as duas práticas?

Medicar significa utilizar uma droga com finalidades terapêuticas, pautada em condutas criteriosamente definidas. Medicalizar ou patologizar implica em abordar todos os problemas humanos pela ótica da doença, mesmo que não sejam, o que, por conseqüência, vem propiciando uma certa banalização de diagnósticos e indicações terapêuticas medicamentosas.

Para qualquer que seja a angústia ou o medo ou a dor, há algum remédio-droga no mercado. Como se essas drogas autorizadas não tivessem o potencial de vício que as drogas ilícitas têm...
As drogas produzidas pela indústrias farmacêuticas podem trazer tanto prejuízo quanto as drogas dos traficantes, todos sabemos disso. O problema, como o compreendo, é aceitarmos com poucos questionamentos aquilo que as drogas em geral vendem, pílulas da super inteligência, pílulas da felicidade ou da super potência: como o próprio nome diz, através das drogas teremos o prazer sem fim, o sucesso sem custo e, com certeza, a vida sem alma.
Será? Pra que?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Infância e Patologização: crianças sob controle

Muitas crianças estão sendo submetidas a uma prática terapêutica que medicaliza excessivamente a infância, propiciando que diversos comportamentos e dificuldades, principalmente quando relacionados à escola, sejam abordados como doenças, síndromes ou transtornos. Essa lógica patologizante parece dominar o olhar dos profissionais, tanto na área de educação como na de saúde.
Com a finalidade de prevenir a patologização das nossas crianças e adolescentes, chamando à responsabilidade os cuidadores, adultos, educadores e profissionais, o Conselho Regional de Psicologia de SP promove, em Campinas, um importante Debate: A Patologização e Seus Reflexos sobre o Desenvolvimento de Crianças e Adolescentes.
O Encontro será no próximo dia 7/11, 8:30 h, na Subsede de Campinas (19-3243-7877) e reunirá médicos pediatras, neurologistas, psicólogos e educadores.
Parece ser urgente a necessidade de criarmos novos olhares e alternativas, que garantam uma infância tanto mais livre quanto saudável. Afinal, para que servem as camisas de força ou as estratégias de extremo controle?
Será que a contenção química de uma criança colabora para que a sociedade e suas respectivas instituições se sintam mais competentes? Por que? Quem é que realmente precisa se rever e se transformar?